Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, junho 16, 2008

Breves

(i) Camionistas e bloqueios

Tantas coisas que dizer mas uma somente a reter, o "poder" anda na rua. O resto são paliativos e afins. Em 3 dias o pais e boa parte da actividades económicas estiveram sequestrados por camionistas que impediram ilegalmente a livre circulação de pessoas bens e serviços. Governo e demais instituições públicas fizeram como se nada fosse. Resultado, para os camionistas, isenções fiscais e alcavalas. Para os restantes agentes económicos e cidadãos prejuizos, para o contribuinte ibidem, para o país, desordem e fraqueza do estado.

(ii) Ich bin ein Irish!

O kennedy e o obama que me perdoem pelo uso de frases feitas no entanto, antecipando a catadupa de argumentos que irão surgir a breve trecho para justificar o facto do tratado de Lisboa ser rejeitado por não interessar aos povos europeus, mais uma vez o "projecto europeu" encalhou nas urnas...

Um pequeno pormenor decerto no entanto o triste fado europeista prepara já uma surriada habitual de argumentos, desde a pequena representatividade da Irlanda (os únicos com direito a votarem o TL), à ingratidão celta (que tanto deve a Bruxelas, tanto como nós portugueses claro!), ao facto dos governantes irlandeses não saberem explicar o tratado ao seu povo (argumento dual, primeiro porque nem eles o percebem e em segundo lugar porque tem subjacente o racional argumento da bondade europeia que uma vez explicada aos nativos os convence sem reservas e que é tudo um problema de informação).

Há ainda outras teses como as de muitos ex-marxistas convencidos pela Europa, ou simplesmente pelos talibans de Bruxelas, entre as quais destacamos a tese do caçada do Tigre, ou seja dar um tiro no tigre celta e andar para a frente; a tese do meter a "mudança acima", a da Europa a 2 velocidades, ou seja a sempre inclusiva e europa das minorias não consegue aplacar a ira do povo celta e decide varrer este para a periferia... Acelerando a cooperação europeia daqueles que decidem entrar na golpada...

E muitas outras teses se despontam como alias o argumentário europeista de falsete permite. Mais vale adoptar a Europa como credo e dogma e remeter os infieis para fora do paraíso.

Felizmente as ondas de choque fazem-se sentir na Chéquia, no Reino Unido e noutros paises da Europa.

Uma coisa é certa, porreiro pá não têm tradução em gaélico...

(iii) Obama

Obama é o candidato do Partido Democrático à presidencia dos EUA. Até agora a unica mudança que notei presente no discurso do candidato é somente a do próprio do Senado para a Casa Branca. Nós por cá votaremos em McCain por diversos motivos que nos proximos meses se explicará, no entanto sempre que se promove a mudança pela mudança é sempre mais uma mudança de estilo que de política, alias e sob pena de incorrer num pecado político fica a nota:«Obama só precisa de falar na palavra mudança sem que tal signifique em rigor alguma coisa pois os motivos puramente de marketing saltam bem à vista. Quanto às políticas nada de novo. Mr. Carter já houve um e o apaziguamento não levou a parte alguma como é consabido.

(iv) FCP na Champions

Em rigor e juridicamente sempre lá esteve... No entanto a procissão desconfio pouco se adiantou do adro... Muita tinta fará este assunto correr em Portugal e não só...

Etiquetas: , , , , , ,

quinta-feira, abril 17, 2008

Itália: a culpada! Parte II

Para a leitura de uma prosa típica de eurocrata esquerdizante que bem somada não dá coisa nenhuma, além de um mau perder latente e a toda a linha leia-se a imbecilizante prosa da amanuense subserviente a Bruxelas Isabel Meireles em:

http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=315533

Para os com menos saco deixo somente as seguintes pérola de sabedoria:

«É neste tipo de cenários que a União Europeia emerge em todo o seu esplendor porque este acorrentamento a Vinte e Sete países, almofada excessos de derivas autoritárias, embora, infelizmente, debaixo da capa da legitimidade democrática, nem sempre as impeça

A frase é simplesmente imperceptível em alcance prático ou sentido lógico, claro além de dizer: italianos sois burros e votaram num gajo que a Meireles não gosta.

Perguntas:
  1. O que é o acorrentamento a 27? R: É aquela mania que os povos e cidadãos têm em achar que os paises lhes pertencem, na realidade tudo é de Bruxelas!
  2. Almofada excessos de derivas autoritárias? R: Meireles precisas é de dormir, com uma almofada nos pézinhos para irrigar a massa encefálica.
  3. Debaixo da capa da legitimidade democrática? R: É o velho sound bite de que todos os direitistas são fascistas emcapotados!

Agora a tirada do mau perder:

«Como tem vindo a ser salientado, a vitória de Walter Veltroni foi a de ter conseguido reduzir o número de partidos a apenas cinco, na futura composição do Parlamento, contra trinta da anterior legislatura, o que inclusive, fez mesmo desaparecer do hemiciclo, e pela primeira vez desde o nascimento da República Italiana, os Verdes e os Comunistas. Isto significa, teoricamente maior estabilidade governativa, o que, em época de berlusconismo, não é, definitivamente, uma boa notícia

Pois Isabel o que é bom é que a Itália se lixe só porque não gostas do Berlusca!

Shove it!

Haja luz em Bruxelas que nos alumeie! Entretanto vou cortando os pulsos mais uma vez!

Etiquetas: , , ,

Itália: a culpada!



A recente vitória de Berlusconi em Itália é motivo de regozijo por diversos motivos. Primeiro porque é um regresso da direita ao poder. Segundo porque se correu com a esquerda do Sr. Prodi e a sua coligação de 14 partidos esquerdistas, esquerdistoides e afins, que escalpelizada à lupa seria uma veradeira galeria dos horrores. Terceiro porque a esquerda radical, do género Partido Comunista Refundado e outros que, em 2003 colocavam cartazes com a fotografia de Estaline dizendo que o "honrado estadista" tinha razão foram varridos do mapa eleitoral.


A tribo esquerdista que é maioritária em muita imprensa não gostou infelizmente e desde então têm veículado argumentos muito interessantes como o estado de emergência de Itália, a crise, a falta de expectativas e ainda que Itália é mesmo assim, volúvel e com o ouvido suave à direita, realçando o facto de terem sido emposssados mais de 50 e tal governos em tantos anos...


Continuando outros através de argumentos enviezados e canhestros alegam que Berlusconi é um mafioso que domina os media dos seus canais e agora também a Rai e que praticou uma lavagem ao cérebro aos italianos. Falso e Falso!


Mais ainda e por fim este é o melhor que Berlusconi engana os italianos mudando de estilo, não obstante ter obtido em conjunto com a liga do norte a sua maior maioria em ambas as câmaras. Este é o argumento da "vanguarda proletária" jornalistica ou seja a pequena maioria influente que informa e que compõe um corpo esclarecido por detrimento ao povo que vai em cantilenas "populistas" (sinónimo de tudo o que é dito pela direita mas não aplicável quando é dito pela esquerda).


Salvem-nos portanto os ignorantes jornalistas portanto, entretanto eu vou cortando os pulsos! Entretanto entre 1994 e 2008, Berlusconi foi eleito já 3 vezes, uma das quais encabeçou o Governo italiano que mais tempo esteve em funções desde Il Duce. Pormenores mais uma vez para a vanguarda jornalistica.


Há ainda uma filão de descontentes, os burrocratas de Bruxelas que apreciam pouco Il Cavaliere e mais ainda porque o seu sucesso é por conta de mais um Governo falhado de Prodi...


Notas para o futuro de Itália, pais com o qual tenho especial ligação pessoal:


  1. Fim de estagnação, Itália está estagnada desde há muito especialmente se comparada com Espanha;

  2. Reforço de coesão interna;

  3. Combate à criminalidade e imigração ilegal, dois problemas sérios;

  4. Saneamento financeiro e desagravamento fiscal;

  5. Perspectivas de futuro à população mais jovem, curiosamente os italianos, que julgo bem mais parecidos com os portugueses que os espanhoís, sentem-se precisamente como os nativos lusos, ou seja sem perspectivas de futuro profissional ou social risonho num país que anda ligeiramente para trás e sempre para o lado.

Já agora boa sorte ao Sr. Berlusconi que muito eurocratas de pacotilha atemoriza....

Na foto: Berlusconi em Turim na Piazza Reale (Palazzo Reale por detrás)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, outubro 19, 2007

A coisa que não o é!

I) A GOLPADA!

O título aparentemente contraditório só poderá referir-se a uma coisa, ao trato de Lisboa, nome que importará à posteridade que começou por ser uma coisa que agora não o é mas cujo conteúdo é o mesmo. Confuso caro leitor, nós também...

Comecemos por partes, o Tratado Constitucional Europeu foi rachassado nas urnas francesas e holandesas, motivos vários que aqui não interessa aprofundar até porque estes foram ignorados pela clique de Bruxelas. Com o insucesso nas urnas e a impossibilidade de impor 3 referendos ao povo francês, um dos estados maiores da Europa, ao contrario do que sucedeu com os dinamarqueses e irlandeses no Tratado de Maastricht, os líderes europeus, burocratas zelosos e malta que anda lá por Bruxelas, fala a sua linguagem e mastiga um projecto europeu com um nome muito específico mas cuja pronúncia é proibida (FEDERALISMO E FEDERAÇÃO EUROPEIA), sob a capa de outros eufemismos entendeu que seria necessária uma alteração, um tratado novo e reformador que basicamente é a constituição europeia com menos alguns pozinhos. Diz Pacheco Pereira e outros que a similitude é de 90% com o tratado proposto a referendo. Diriam certamente os apologistas daquele documento que o Diabo está nos detalhes e que o tratado institucional é somente um instrumento que permite à UE funcionar a 27. Diriam mas não podem porque o Diabo é uma criação judaico-cristã e portanto blasfema do léxico europeista. (nota ao bom leitor: a piadola blasmefo é um termo cristão, realidade cultural cujo léxico de bruxelas desconhece...enfim boa piada na minha propria avaliação).

Continuando o que está em causa são várias matérias mas que trilham o caminho para uma integração europeia verso aos Estados Unidos da Europa ou da Federação Europeia. Por partes;

(i) diminuição do elenco de matérias sujeitas à unanimidade dos estados
(ii) aprofundamento dos mecanismos de política internacional
(iii) aumento da transferência de competências soberanas dos Estados para a União Europeia
(iii) reforço dos poderes do Parlamento Europeu em detrimento da Comissão

A respeito deste ponto e do anterior somos compelidos a fazer uma explicação. À guiza do reforço dos poderes do parlamento europeu esconde-se o germen do caminho federalista, o parlamento é em essencia o orgão representativo dos povos, veja-se nos diversos ordenamentos internos dos diversos estados. Contudo e sob este motivo nobre de aumento de poderes se esconde o monstro que abre as portas, a de que o parlamento europeu é o primeiro representante dos povos europeus e cujas competências cada vez se assemelham mais às do parlamento nacional, cujos poderes são paulatinamente esvaziados. A isto junte-se o facto dos partidos eleitos estarem organizados por famílias políticas e não por estados, estando pois criada a base para uma federação.
A esta luz a questão das minorias de bloqueio reveste especial importância pois ao contrário dos diversos parlamentos nacionais cuja regra (salvo casos excepcionais em função da lei a aplicar) é de maioria simples. Ora considerando que os principais estados congregam boa parte das populações europeias se entende o receio dos pequenos estados, não como o nosso que foi alegre e contente, e sem quaisquer interesses específicos a proteger. Note-se que a população nacional representa 10/493 dos habitantes da UE. Ou seja 2,02%...

Assim se entende o receio polaco e britânico que estão a passar um cheque em branco à UE. Daí a questão do referendo surgir novamente e daí que as cabecinhas pensantes políticas (PS-PSD-CDS) não quererem referendar um documento seco, abjecto e já recusado nas urnas de outros paises. Veja-se alias que há um compromisso europeu de não referendo, minimalizando o tratado como meramente reformador, além de querer impor uma maratona de aprovações e ratificações até ao final do primeiro semestre de 2008, ideia do "sábio" Jean Claude Junker que representa o Luxemburgo, vulgo pais que não conta pro campeonato, excepto o financeiro claro.

A golpada está à mão portanto e daí a irritação de bastantes "problemáticos" intelectuais que são contra essa coisa boa linda, unanime e maravilhosa que é a União Europeia.
E nós portugueses não necessitamos de nos preocupar, o José e o Aníbal sempre gostaram de agradar aos camones. Nada de burburinhos discussões ou manif's, aqui de serenos costumes, gente sã e boa mas desinteressada pelas políticas não se deve preocupar com isso de Europas e tal. Alias a coisa até têm um nome bonito e é de lisboa o resto são coisas para os políticos e técnicos!

II) O CORO

Os nacionais jornalistas mais uma vez deram um belo espetáculo de ignorância e obediência leal e cega aos ecos de Bruxelas. Os directos informativos como salienta JPP eram de três géneros, (i) ou que o acordo estava por minutos ou de que podia ficar tudo adiado para mais tarde, o que denota o bom trabalho e boas informações que estavam a recolher, sem nunca indicar absolutamente qualquer motivo; (ii) a teoria dos bons e dos maus (Polónia, Itália e Reino Unido) que impregnados de um egoismo histórico queriam impedir o momento de coroação dos povos europeus verso a uma europa melhor e mais não sei o que que me parecem é tretas ; (iii) e o momento fait divers, com duas sub variantes, a de propaganda a Sócrates que julgo não conseguir fazer um pensamento coerente sobre a Europa mas elogiadíssimo pelo seu papel conciliador dos diversos interesses e como Estadista (curiosamente quais eram os nossos interesses e quais foram os salvaguardados? pois ninguem entende, além de pespegar o nome de Lisboa na coisa) ou outros momentos que são especialidade dos nossos jornalistas, a informação inútil que comporta tudo, desde a mochilinha com foto células oferecida aos jornalistas e de uma originalidade extrema em homenagem ao "Choque Tecnológico", passando pela segurança, pela mobilização e mais aspectos de pormenor que sinceramente só servem para distrair do essencial, o corpo do tratado.

O coro ou récula de animais fez o seu papel verdadeiramente o de desinformar sobre o "Golpe de Lisboa". Claro que a insatisfação quanto à europa pagar-se-à com juros agravados muito mais à frente, mas cada vez mais nos aproximamos do ponto de não retorno. Um dia não muito distante prevejo que um governo secessionista europeu que se farte desta porcaria de coisa que esta a germinar mande é Bruxelas à urtigas!

Etiquetas: , ,

quarta-feira, agosto 22, 2007

Milho e Hordas Mongois!

Dois assuntos ocupam o nosso espaço de hoje. Um de política nacional, outro de internacional.

(i) Milho e Circo!

Começemos pelas hostes indígenas. O assunto não é novo mas é merecedor da nossa atenção. Falamos obviamente da ordalia de destruição praticada pelos jovens anti-transgénicos no milheiral Algarvio. Problema de ordem pública sem dúvida, mas que ordem? Mais, pelo contrário síndroma de complexada actuação do Estado de Direito. Ao Ministro da Administração Interna recomendo um retrocesso aos bancos do primeiro ano e do conceito de Estado de Direito, é que a razão de ser do Estado de Direito é este assegurar o legítimo uso da força para protecção dos interesses públicos ou privados se tal se justificar.

Lamentavelmente a actuação da garbosa GNR foi triste mas pior ainda foi débil, não é para isso que se pagam impostos. Imagine o bom leitor que as explicações do ministro foram as de adequação e proporcionalidade da actuação, sempre dentro do quadro de legalidade. Além de erradas pois o artigo 255º do CPP requere outra actuação, especialmente por nos encontrarmos em flagrante delito. Cabe ao ministro tecer considerações sobre a legalidade de actuações que são de apreciação do foro judicial? A verdade é a propriedade privada,valor e sustentáculo de qualquer sociedade, assim como o respeito pelos bens alheios, públicos ou não conhece em Portugal pouco respeito e muito menos consideração.

Somos de facto um povo estranho e de estupidificante concepção de propriedade, intolerantes no nosso "quintalejo" e desplicentes pelo dos outros. Assim não se vai a lado nenhum.

Ondas de choque deste episódio, o bloco de esquerda na voz de Portas manifestou a sua solidariedade com a causa. Nada de novo, o sotão de cacos velhos, rejeitados pelo PC e pseudo-marxistas, ecologistas ou somente crianças que não ultrapassaram os dogmas dos 70, ou seja cuja concepção social e politica estacou em 11 de Março de 1975 ou mesmo antes não é de esperar grande coisa, portanto ao Bloco um louvor pela seu sectarismo e coerência estupidificante.

Óbvio que o episódio escalou, como todas as imbecilidades nacionais a proporções do PR, a ver as ondas de choque que certamente serão fracas. Votos de imbecilidade aos ministros da agricultura e administração interna.
Aos jovens ecologistas anti trangénicos recomendo mais transa e menos parvoeira!Bandidos!

(ii) Hordas mongois?

Vaticinado longamente neste Olimpo de Liberdade(o nosso blog), no qual postam deuses, a escalada de agressividade russa era esperada, fora pelo seu acossamento contínuo pela NATO com a deslocação da fronteira a Leste, fora com o poderio económico e de recursos naturais, fora por mais dez motivos a verdade é que se sentia a crispação entre a UE e a Rússia. Prudentemente Bush há muito colocou os pontos nos í´s e mostrou a Vladimir quem é que venceu a Guerra fria. Estupidamente as lideranças europeias, com excepções, mas encabeçadas por Chirac e Shroeder, e influenciados pelo acefalismo das teses de Vidrin e da «hyperpuissance» andavam virados para Oeste, demonizando o aliado americano, a par de procurarem parcerias novas com a Rússia e a China.

Em boa hora mudaram as lideranças, o que só por si já justificava um post contudo os sinais de tensão são maiores, exacerbados pelo facto da NATO e da UE terem um pé no antigo pacto de Varsóvia com a nova vaga de alargamentos. Resposta de Moscovo, além de transformar a Ucrania em foco de tensão e campo de batalha de primeira linha com influências de lado a lado, regressamos aos tempos da velha guerra fria, com a nuance de procurar um melhor relacionamento com a China. Resultado, exercícios militares conjuntos, parcerias estratégicas em áreas de aeronautica, espaço e outros domínios tecnológicos, assim como uma alteração da retórica, ontem demonstrada pelo ensejo russo de ter a melhor tecnologia de aviação militar, como alias decretou Putin na abertura da Feira Aeroespacial de Moscovo.

Os tempos são bem diferentes, especialmente por conta da ameaça do terrorismo islâmico que obriga a novas parcerias pois a Rússia comunga interesses em áreas como o Afeganistão e as Repúblicas vizinhas ou mesmo do Irão, contudo Putin, com pompa e circunstância anunciou que voltou a realizar vôos com a frota de bombardeiros estratégicos russa, junto da ilha de guam e do Reino Unido. A ameaça é séria e não deve ser levada levianamente, contudo o material russo estratégico é do tempo dos Ladas, e embora com capacidade nuclear, não passam de chassos velhos que se arrastam pelos ceus com dificuldade suponho.

A estes voos, que relembramos junto do Reino Unido a RAF com o acompanhamento da Força Aérea Noruguesa corresponderam fazendo «sombra», ou seja acompanhando as latas velhas do tio Vladimir, a par de uma monitorização constante pelas estações de terra. Obvio que hoje e mais do que nunca com o 11 de Setembro os sistemas de defesa antiaereos conhecem uma maior capacidade e desdobramento mais flexível a par de manterem um nível de prontidão tão ou mais elevado que nos tempos da guerra fria. Não foi sem ironia que um porta voz da Casa Branca salientou que se a Rússia quisesse tirar a naflatila dos seus bombardeiros era o seu problema. Não são boas notícias contudo a aproximação de Merkel primeiro e de Sarkozy, assim como a forte coesão a Leste de Paises como a Polónia, a Chéquia ou os Estados Bálticos são salutares e mesmo desejáveis.

Novos desenvolvimentos são de esperar, como o aumento das patrulhas agressivas de submarinos russos balisticos e não só no Mediterrâneo e Atlântico entre outras pequenas jogadas de pressão.

Terminamos pois com o repto já antes lançado por inúmeras vezes aqui, mais e melhor NATO e acima de tudo bom ambiente no "pond"(lago atlântico) e melhores relações com a Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e especialmente o Japão!

Etiquetas: , ,

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Revista de alguns eventos da semana

Em magazine, tentaremos passar o crivo por alguns assuntos que destacamos da actualidade internacional e nacional.

A crispação na Europa Oriental não significa o regresso da Guerra Fria, a instalação de elementos que compõe o escudo antimissil a desenvolver pelos EUA foram instalados na Chéquia e na Polónia, o Tio Vladimir não gostou e lá mandou os seus sequazes berrar as ameaças da praxe, que no caso russo não são nada de novo. O episódio é mais um dos que ilustra um assunto já antes tratado, o do papel da Rússia no mundo de hoje. Se a Oriente e no Extremo Oriente o papel deste poderoso pais está bem definido, a sua fronteira com a Europa Ocidental está em ameaçada, sendo a Rússia obrigada pelos sucessivos alargamentos a estar mais a leste. A pressão que se faz sentir sobre a Ucrânia e a Geórgia fazem-se sentir fortemente na Rússia que sente na pele uma NATO cada vez maior e cada vez com missões diferentes das expectáveis nos bons velhos tempos da guerra fria. Ora o Tio Vladimir, tal como Washington, Praga e Varsóvia sabem perfeitamente que o escudo antimissil têm mais de política que de antimissil, sendo unânime que nos nos próximos anos a tecnologia não evoluirá a ponto de criar um escudo 100% eficaz, gorando assim o seu propósito uma vez que o potencial destruidor de uma ogiva é o suficiente para causar uma grande hecatombe.
Entramos pois no reino da política e mais chateado que a dita instalação, ficou o tio Vladimir possesso por ter levado um manguito de paises do antigo pacto de varsovia e que mostraram pouco respeito para com os russos na sua opinião, ao instalarem o dito aparato yankee. Em boa verdade o sinal é bem claro, os EUA não vão demitir-se de responsabilidades de defesa na Europa, mesmo com a UE, o senhor Chirac e toda a corja de imbecis de Bruxelas que julgam dar uns bitates em segurança. Alias é interessante o silêncio do Sr. PESC e dos demais cabeçudos da eurocracia que gostam bem de sentir as "costas quentes"do Tio Sam, especialmente porque o Tio Vladimir é uma "boneca russa" pois nunca que sabe o que sairá da sua cabeça. Prudente silêncio, os yankees que paguem a conta. Os polacos, checos e demais povos da zona agradecem a atenção. O Tio Vladimir dá uns urros e umas cabeçadas e destila o seu ódio em paradas ao seu arsenal nuclear que sendo dos tempos em que ainda havia muro é consabido que faz mossa.

Em itália Prodi demitiu-se, já dizia o Sr. Berlusconi, que fazer uma coligação com 17 partidos que vão desde socialistas light a comunas da velha escola como o PCI Reformado, ou os blocos de esquerda lá do sítio não era pera doce. Nos seus tempos a coligação era a 5 e já era difícil, agora a 17 era só uma questão de tempo até cair, previsivelmente em matérias de política externa, cujo consenso não se conhece fácil, nem em bom rigor deve ser procurado. Imagine-se em Portugal a política externa do Bloco PS-PCP-BE, o cenário seria o mesmo de pesadelo total, provavelemente acabariamos coligados à Albânia e abandonariamos a NATO. Provavelmente ainda haveriam animais que aplaudiriam a coisa. Especialmente no PS... Voltando ao assunto contudo, a Itália é um foco endémico de instabilidade, fruto da enorme disparidade de partidos e de um sistema político que favorecendo e procurando a estabilidade, é sempre avesso à natureza dos governados. Mais um governo em itália, nada de novo, o futuro é sempre turvo, especialmente em itália contudo eu arriscaria um centrãozinho ou eleições. Também outro cenário não é possivel. Lembremo-nos contudo que num cenário de "centrão", o partido do Sr. Berlusca foi o mais votado, portanto este cenário mais improvavel, nevertheless em Itália, nunca se sabe...

Avançando-se para as eleições francesas, a Sra. Segolene consegiu ter um debate mais televisionado que Sarkozy. Parece que na encenação montada, na qual a candidata respondia a perguntas, até passou a mão num deficiente motor que lá verteu a sua lágrima, respondendo às questões que entretanto lhe eram colocadas. Parece segundo muitos comentadeiros da praça que a dita têm o seu ponto forte a falar com as pessoas e que a maior audiência ao debate é um bom sinal. Pois claro, também o Santana Lopes teve mais audiência que o Cavaco e o Sócrates juntos, and so what. Pois é isso mesmo, quando o se sente o cheirinho da derrota qualquer fait divers é o suficiente... Num laivo de populismo a Sra Roya já prometeu para a construção do 2º porta aviões nuclear frances e investir na educação, mais ainda promete rever o papel do BCE e mais 98 asneiradas que compõe as suas 100 propostas de governação e levaram já À demissão do seu responsável económico e presumível responsável por pagar os encargos. Também o que interessa isso? Ou o facto das propostas serem utópicas na melhor das ideias? Muito pouco, alias devem ser os mesmos andaram a louvar o ingles do engenheiro socrates ou os seus 150.000 postos de emprego... A sra Royal é um real chorrilho de propaganda e fait divers que escondem um vazio total, com 100, 200 ou 1000 medidas.

O Sr. Jardim demitiu-se. Os de sempre lá trazem os argumentos do costume, da madeira pior que a ilha de Cuba, da República Bananeira dos Carnavais do Sr. Jardim e da agenda política anti jardim. Nada de novo, o Sr. Jardim de certa medida foi bem inteligente, quer politicamente quer pessoalmente. Policamente é obvio o porque, ademais conduz a fissuras entre O PR, o PM e entre o PR e o PSD, mas mais ainda é um acto de honestidade política pois obriga a uma governação diferente, ao contrário do Engenheiro Sócrates que nos vendeu uma coisa e fez outra, com aplauso da mesma chusma de idiotas que cada vez que se traz o assunto lá recorrem ao Dr. Santana Lopes. A linha de defesa do PS continental é a já do costume, o Sr. Marques mendes isto e aquilo, pois claro que sim! Verdade é que Jardim, numa profussão cada vez crescente de arguidos nunca foi sujeite a essa condição ou buscas domiciliárias, como o muitos homens do aparelho... A madeira está perdida, urgindo pois cativar votos no continente a qualquer preço e dosonestidade. Ora devia ser o omnipotente mendes que controla o Sr. Jardim? É isso o que espera o PS? Não mas é o que diz...
O assunto já nem levanta uma centelha de interesse, salvo para ver o cortejo de argumentos à la minute que se arranjam para denegrir o sr. Jardim, até o comparam com o Sócrates veja-se pois o descaramento. Resultado, nada de novo, é o vale tudo do jornalismo nacional.

Boas notícias no DN o Sr. Teixeira demitiu-se. O dr. AOC deve ter aberto uma garrafita de champagne e o caso não é para menos, o diário de notícias tornou-se o eco do Rato, repercutindo uma linha socialista e alinhada com o PS a par de produzir peças de jornalismo abjecto e absurdo, as pessoas deixam de o ler porque o jornal desde a saida de Mº Bettencourt Resendes se tornou um pasquim fedorento e com cada vez menos fieis. Que leve a Câncio!
O Público mudou a imagem para se parecer cada vez mais com o DN, resultando um jornal equilibrado numa sarapilhada de cores, um grafismo ofensivo aos olhos e conteúdos mais pobres...

Enfim são alguns eventos em revista depois de uma longa ausencia das crónicas. Aos que tiveram saudades fica o agradecimento aos outros também!

Etiquetas: , , , , , , ,