Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, abril 17, 2008

Itália: a culpada! Parte III

Agora um Paquete de insinuações e meias coisas rumando à terra dos idílios de esquerda:

http://jn.sapo.pt/2008/04/17/opiniao/berlusconi_faznos_pensar.html

Agora umas pérolas nauticas de Paquete de Oliveira:
«A Direita em democracia tem todo o direito de chegar ao Poder e até tem demonstrado saber governar bem.

Amen e obrigado Sr. Paquete. O povo italiano já pode dormir descansado.

«É verdade que os analistas dizem que o povo italiano está cada vez mais descrente da política ou dos políticos que os governam, sentimento comum ao comportamento dos eleitores de muitos outros países. Porém, o sentido deste voto, em meu entender, tem um significado mais profundo os italianos, em política, já estão por tudo. Pensam ter atingido o auge de se "borrifarem" para o Poder Político»

Kanimanbo sr. Paquete, obrigado pela introspectiva aos estados de alma do povo italiano.

Por fim a linha de pensamento repositório da "vanguarda intelectual jornalística":
«Entre eles. Custa-me ver este povo com um líder político como Berlusconi. E não creio que este meu desabafo represente alguma intromissão, aliás ineficiente, nos "negócios" que dizem respeito ao povo italiano. Manifesto-o, sobretudo, por sentir que as democracias estão a ser impregnadas de perigosos e ameaçadores "vírus". »

Pois a velha teoria de que a democracia é óptima quando se vota à esquerda má quando é à direita. Em tese o vírus é o de não gostarmos quando os outros ganham. Daí que a minoria "vanguardista" deve dar informações e modelar a volúvel opinião pública de forma a educar as massas.

Já dizia Afonso Costa, é «preciso proteger a República do povo».

Tiro certeiro no paquete e a pique com ele. Um mérito no entanto a este derrelicto colunista, em parte é honesto e não inventa teses como a do populismo e outra que justificam que a maioria que em nós deixa de votar... A democracia é tramada... Diz a esquerda e a direita!

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Itália: a culpada! Parte II

Para a leitura de uma prosa típica de eurocrata esquerdizante que bem somada não dá coisa nenhuma, além de um mau perder latente e a toda a linha leia-se a imbecilizante prosa da amanuense subserviente a Bruxelas Isabel Meireles em:

http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=315533

Para os com menos saco deixo somente as seguintes pérola de sabedoria:

«É neste tipo de cenários que a União Europeia emerge em todo o seu esplendor porque este acorrentamento a Vinte e Sete países, almofada excessos de derivas autoritárias, embora, infelizmente, debaixo da capa da legitimidade democrática, nem sempre as impeça

A frase é simplesmente imperceptível em alcance prático ou sentido lógico, claro além de dizer: italianos sois burros e votaram num gajo que a Meireles não gosta.

Perguntas:
  1. O que é o acorrentamento a 27? R: É aquela mania que os povos e cidadãos têm em achar que os paises lhes pertencem, na realidade tudo é de Bruxelas!
  2. Almofada excessos de derivas autoritárias? R: Meireles precisas é de dormir, com uma almofada nos pézinhos para irrigar a massa encefálica.
  3. Debaixo da capa da legitimidade democrática? R: É o velho sound bite de que todos os direitistas são fascistas emcapotados!

Agora a tirada do mau perder:

«Como tem vindo a ser salientado, a vitória de Walter Veltroni foi a de ter conseguido reduzir o número de partidos a apenas cinco, na futura composição do Parlamento, contra trinta da anterior legislatura, o que inclusive, fez mesmo desaparecer do hemiciclo, e pela primeira vez desde o nascimento da República Italiana, os Verdes e os Comunistas. Isto significa, teoricamente maior estabilidade governativa, o que, em época de berlusconismo, não é, definitivamente, uma boa notícia

Pois Isabel o que é bom é que a Itália se lixe só porque não gostas do Berlusca!

Shove it!

Haja luz em Bruxelas que nos alumeie! Entretanto vou cortando os pulsos mais uma vez!

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Itália: a culpada!



A recente vitória de Berlusconi em Itália é motivo de regozijo por diversos motivos. Primeiro porque é um regresso da direita ao poder. Segundo porque se correu com a esquerda do Sr. Prodi e a sua coligação de 14 partidos esquerdistas, esquerdistoides e afins, que escalpelizada à lupa seria uma veradeira galeria dos horrores. Terceiro porque a esquerda radical, do género Partido Comunista Refundado e outros que, em 2003 colocavam cartazes com a fotografia de Estaline dizendo que o "honrado estadista" tinha razão foram varridos do mapa eleitoral.


A tribo esquerdista que é maioritária em muita imprensa não gostou infelizmente e desde então têm veículado argumentos muito interessantes como o estado de emergência de Itália, a crise, a falta de expectativas e ainda que Itália é mesmo assim, volúvel e com o ouvido suave à direita, realçando o facto de terem sido emposssados mais de 50 e tal governos em tantos anos...


Continuando outros através de argumentos enviezados e canhestros alegam que Berlusconi é um mafioso que domina os media dos seus canais e agora também a Rai e que praticou uma lavagem ao cérebro aos italianos. Falso e Falso!


Mais ainda e por fim este é o melhor que Berlusconi engana os italianos mudando de estilo, não obstante ter obtido em conjunto com a liga do norte a sua maior maioria em ambas as câmaras. Este é o argumento da "vanguarda proletária" jornalistica ou seja a pequena maioria influente que informa e que compõe um corpo esclarecido por detrimento ao povo que vai em cantilenas "populistas" (sinónimo de tudo o que é dito pela direita mas não aplicável quando é dito pela esquerda).


Salvem-nos portanto os ignorantes jornalistas portanto, entretanto eu vou cortando os pulsos! Entretanto entre 1994 e 2008, Berlusconi foi eleito já 3 vezes, uma das quais encabeçou o Governo italiano que mais tempo esteve em funções desde Il Duce. Pormenores mais uma vez para a vanguarda jornalistica.


Há ainda uma filão de descontentes, os burrocratas de Bruxelas que apreciam pouco Il Cavaliere e mais ainda porque o seu sucesso é por conta de mais um Governo falhado de Prodi...


Notas para o futuro de Itália, pais com o qual tenho especial ligação pessoal:


  1. Fim de estagnação, Itália está estagnada desde há muito especialmente se comparada com Espanha;

  2. Reforço de coesão interna;

  3. Combate à criminalidade e imigração ilegal, dois problemas sérios;

  4. Saneamento financeiro e desagravamento fiscal;

  5. Perspectivas de futuro à população mais jovem, curiosamente os italianos, que julgo bem mais parecidos com os portugueses que os espanhoís, sentem-se precisamente como os nativos lusos, ou seja sem perspectivas de futuro profissional ou social risonho num país que anda ligeiramente para trás e sempre para o lado.

Já agora boa sorte ao Sr. Berlusconi que muito eurocratas de pacotilha atemoriza....

Na foto: Berlusconi em Turim na Piazza Reale (Palazzo Reale por detrás)

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Revista de alguns eventos da semana

Em magazine, tentaremos passar o crivo por alguns assuntos que destacamos da actualidade internacional e nacional.

A crispação na Europa Oriental não significa o regresso da Guerra Fria, a instalação de elementos que compõe o escudo antimissil a desenvolver pelos EUA foram instalados na Chéquia e na Polónia, o Tio Vladimir não gostou e lá mandou os seus sequazes berrar as ameaças da praxe, que no caso russo não são nada de novo. O episódio é mais um dos que ilustra um assunto já antes tratado, o do papel da Rússia no mundo de hoje. Se a Oriente e no Extremo Oriente o papel deste poderoso pais está bem definido, a sua fronteira com a Europa Ocidental está em ameaçada, sendo a Rússia obrigada pelos sucessivos alargamentos a estar mais a leste. A pressão que se faz sentir sobre a Ucrânia e a Geórgia fazem-se sentir fortemente na Rússia que sente na pele uma NATO cada vez maior e cada vez com missões diferentes das expectáveis nos bons velhos tempos da guerra fria. Ora o Tio Vladimir, tal como Washington, Praga e Varsóvia sabem perfeitamente que o escudo antimissil têm mais de política que de antimissil, sendo unânime que nos nos próximos anos a tecnologia não evoluirá a ponto de criar um escudo 100% eficaz, gorando assim o seu propósito uma vez que o potencial destruidor de uma ogiva é o suficiente para causar uma grande hecatombe.
Entramos pois no reino da política e mais chateado que a dita instalação, ficou o tio Vladimir possesso por ter levado um manguito de paises do antigo pacto de varsovia e que mostraram pouco respeito para com os russos na sua opinião, ao instalarem o dito aparato yankee. Em boa verdade o sinal é bem claro, os EUA não vão demitir-se de responsabilidades de defesa na Europa, mesmo com a UE, o senhor Chirac e toda a corja de imbecis de Bruxelas que julgam dar uns bitates em segurança. Alias é interessante o silêncio do Sr. PESC e dos demais cabeçudos da eurocracia que gostam bem de sentir as "costas quentes"do Tio Sam, especialmente porque o Tio Vladimir é uma "boneca russa" pois nunca que sabe o que sairá da sua cabeça. Prudente silêncio, os yankees que paguem a conta. Os polacos, checos e demais povos da zona agradecem a atenção. O Tio Vladimir dá uns urros e umas cabeçadas e destila o seu ódio em paradas ao seu arsenal nuclear que sendo dos tempos em que ainda havia muro é consabido que faz mossa.

Em itália Prodi demitiu-se, já dizia o Sr. Berlusconi, que fazer uma coligação com 17 partidos que vão desde socialistas light a comunas da velha escola como o PCI Reformado, ou os blocos de esquerda lá do sítio não era pera doce. Nos seus tempos a coligação era a 5 e já era difícil, agora a 17 era só uma questão de tempo até cair, previsivelmente em matérias de política externa, cujo consenso não se conhece fácil, nem em bom rigor deve ser procurado. Imagine-se em Portugal a política externa do Bloco PS-PCP-BE, o cenário seria o mesmo de pesadelo total, provavelemente acabariamos coligados à Albânia e abandonariamos a NATO. Provavelmente ainda haveriam animais que aplaudiriam a coisa. Especialmente no PS... Voltando ao assunto contudo, a Itália é um foco endémico de instabilidade, fruto da enorme disparidade de partidos e de um sistema político que favorecendo e procurando a estabilidade, é sempre avesso à natureza dos governados. Mais um governo em itália, nada de novo, o futuro é sempre turvo, especialmente em itália contudo eu arriscaria um centrãozinho ou eleições. Também outro cenário não é possivel. Lembremo-nos contudo que num cenário de "centrão", o partido do Sr. Berlusca foi o mais votado, portanto este cenário mais improvavel, nevertheless em Itália, nunca se sabe...

Avançando-se para as eleições francesas, a Sra. Segolene consegiu ter um debate mais televisionado que Sarkozy. Parece que na encenação montada, na qual a candidata respondia a perguntas, até passou a mão num deficiente motor que lá verteu a sua lágrima, respondendo às questões que entretanto lhe eram colocadas. Parece segundo muitos comentadeiros da praça que a dita têm o seu ponto forte a falar com as pessoas e que a maior audiência ao debate é um bom sinal. Pois claro, também o Santana Lopes teve mais audiência que o Cavaco e o Sócrates juntos, and so what. Pois é isso mesmo, quando o se sente o cheirinho da derrota qualquer fait divers é o suficiente... Num laivo de populismo a Sra Roya já prometeu para a construção do 2º porta aviões nuclear frances e investir na educação, mais ainda promete rever o papel do BCE e mais 98 asneiradas que compõe as suas 100 propostas de governação e levaram já À demissão do seu responsável económico e presumível responsável por pagar os encargos. Também o que interessa isso? Ou o facto das propostas serem utópicas na melhor das ideias? Muito pouco, alias devem ser os mesmos andaram a louvar o ingles do engenheiro socrates ou os seus 150.000 postos de emprego... A sra Royal é um real chorrilho de propaganda e fait divers que escondem um vazio total, com 100, 200 ou 1000 medidas.

O Sr. Jardim demitiu-se. Os de sempre lá trazem os argumentos do costume, da madeira pior que a ilha de Cuba, da República Bananeira dos Carnavais do Sr. Jardim e da agenda política anti jardim. Nada de novo, o Sr. Jardim de certa medida foi bem inteligente, quer politicamente quer pessoalmente. Policamente é obvio o porque, ademais conduz a fissuras entre O PR, o PM e entre o PR e o PSD, mas mais ainda é um acto de honestidade política pois obriga a uma governação diferente, ao contrário do Engenheiro Sócrates que nos vendeu uma coisa e fez outra, com aplauso da mesma chusma de idiotas que cada vez que se traz o assunto lá recorrem ao Dr. Santana Lopes. A linha de defesa do PS continental é a já do costume, o Sr. Marques mendes isto e aquilo, pois claro que sim! Verdade é que Jardim, numa profussão cada vez crescente de arguidos nunca foi sujeite a essa condição ou buscas domiciliárias, como o muitos homens do aparelho... A madeira está perdida, urgindo pois cativar votos no continente a qualquer preço e dosonestidade. Ora devia ser o omnipotente mendes que controla o Sr. Jardim? É isso o que espera o PS? Não mas é o que diz...
O assunto já nem levanta uma centelha de interesse, salvo para ver o cortejo de argumentos à la minute que se arranjam para denegrir o sr. Jardim, até o comparam com o Sócrates veja-se pois o descaramento. Resultado, nada de novo, é o vale tudo do jornalismo nacional.

Boas notícias no DN o Sr. Teixeira demitiu-se. O dr. AOC deve ter aberto uma garrafita de champagne e o caso não é para menos, o diário de notícias tornou-se o eco do Rato, repercutindo uma linha socialista e alinhada com o PS a par de produzir peças de jornalismo abjecto e absurdo, as pessoas deixam de o ler porque o jornal desde a saida de Mº Bettencourt Resendes se tornou um pasquim fedorento e com cada vez menos fieis. Que leve a Câncio!
O Público mudou a imagem para se parecer cada vez mais com o DN, resultando um jornal equilibrado numa sarapilhada de cores, um grafismo ofensivo aos olhos e conteúdos mais pobres...

Enfim são alguns eventos em revista depois de uma longa ausencia das crónicas. Aos que tiveram saudades fica o agradecimento aos outros também!

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