Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Revista de alguns eventos da semana

Em magazine, tentaremos passar o crivo por alguns assuntos que destacamos da actualidade internacional e nacional.

A crispação na Europa Oriental não significa o regresso da Guerra Fria, a instalação de elementos que compõe o escudo antimissil a desenvolver pelos EUA foram instalados na Chéquia e na Polónia, o Tio Vladimir não gostou e lá mandou os seus sequazes berrar as ameaças da praxe, que no caso russo não são nada de novo. O episódio é mais um dos que ilustra um assunto já antes tratado, o do papel da Rússia no mundo de hoje. Se a Oriente e no Extremo Oriente o papel deste poderoso pais está bem definido, a sua fronteira com a Europa Ocidental está em ameaçada, sendo a Rússia obrigada pelos sucessivos alargamentos a estar mais a leste. A pressão que se faz sentir sobre a Ucrânia e a Geórgia fazem-se sentir fortemente na Rússia que sente na pele uma NATO cada vez maior e cada vez com missões diferentes das expectáveis nos bons velhos tempos da guerra fria. Ora o Tio Vladimir, tal como Washington, Praga e Varsóvia sabem perfeitamente que o escudo antimissil têm mais de política que de antimissil, sendo unânime que nos nos próximos anos a tecnologia não evoluirá a ponto de criar um escudo 100% eficaz, gorando assim o seu propósito uma vez que o potencial destruidor de uma ogiva é o suficiente para causar uma grande hecatombe.
Entramos pois no reino da política e mais chateado que a dita instalação, ficou o tio Vladimir possesso por ter levado um manguito de paises do antigo pacto de varsovia e que mostraram pouco respeito para com os russos na sua opinião, ao instalarem o dito aparato yankee. Em boa verdade o sinal é bem claro, os EUA não vão demitir-se de responsabilidades de defesa na Europa, mesmo com a UE, o senhor Chirac e toda a corja de imbecis de Bruxelas que julgam dar uns bitates em segurança. Alias é interessante o silêncio do Sr. PESC e dos demais cabeçudos da eurocracia que gostam bem de sentir as "costas quentes"do Tio Sam, especialmente porque o Tio Vladimir é uma "boneca russa" pois nunca que sabe o que sairá da sua cabeça. Prudente silêncio, os yankees que paguem a conta. Os polacos, checos e demais povos da zona agradecem a atenção. O Tio Vladimir dá uns urros e umas cabeçadas e destila o seu ódio em paradas ao seu arsenal nuclear que sendo dos tempos em que ainda havia muro é consabido que faz mossa.

Em itália Prodi demitiu-se, já dizia o Sr. Berlusconi, que fazer uma coligação com 17 partidos que vão desde socialistas light a comunas da velha escola como o PCI Reformado, ou os blocos de esquerda lá do sítio não era pera doce. Nos seus tempos a coligação era a 5 e já era difícil, agora a 17 era só uma questão de tempo até cair, previsivelmente em matérias de política externa, cujo consenso não se conhece fácil, nem em bom rigor deve ser procurado. Imagine-se em Portugal a política externa do Bloco PS-PCP-BE, o cenário seria o mesmo de pesadelo total, provavelemente acabariamos coligados à Albânia e abandonariamos a NATO. Provavelmente ainda haveriam animais que aplaudiriam a coisa. Especialmente no PS... Voltando ao assunto contudo, a Itália é um foco endémico de instabilidade, fruto da enorme disparidade de partidos e de um sistema político que favorecendo e procurando a estabilidade, é sempre avesso à natureza dos governados. Mais um governo em itália, nada de novo, o futuro é sempre turvo, especialmente em itália contudo eu arriscaria um centrãozinho ou eleições. Também outro cenário não é possivel. Lembremo-nos contudo que num cenário de "centrão", o partido do Sr. Berlusca foi o mais votado, portanto este cenário mais improvavel, nevertheless em Itália, nunca se sabe...

Avançando-se para as eleições francesas, a Sra. Segolene consegiu ter um debate mais televisionado que Sarkozy. Parece que na encenação montada, na qual a candidata respondia a perguntas, até passou a mão num deficiente motor que lá verteu a sua lágrima, respondendo às questões que entretanto lhe eram colocadas. Parece segundo muitos comentadeiros da praça que a dita têm o seu ponto forte a falar com as pessoas e que a maior audiência ao debate é um bom sinal. Pois claro, também o Santana Lopes teve mais audiência que o Cavaco e o Sócrates juntos, and so what. Pois é isso mesmo, quando o se sente o cheirinho da derrota qualquer fait divers é o suficiente... Num laivo de populismo a Sra Roya já prometeu para a construção do 2º porta aviões nuclear frances e investir na educação, mais ainda promete rever o papel do BCE e mais 98 asneiradas que compõe as suas 100 propostas de governação e levaram já À demissão do seu responsável económico e presumível responsável por pagar os encargos. Também o que interessa isso? Ou o facto das propostas serem utópicas na melhor das ideias? Muito pouco, alias devem ser os mesmos andaram a louvar o ingles do engenheiro socrates ou os seus 150.000 postos de emprego... A sra Royal é um real chorrilho de propaganda e fait divers que escondem um vazio total, com 100, 200 ou 1000 medidas.

O Sr. Jardim demitiu-se. Os de sempre lá trazem os argumentos do costume, da madeira pior que a ilha de Cuba, da República Bananeira dos Carnavais do Sr. Jardim e da agenda política anti jardim. Nada de novo, o Sr. Jardim de certa medida foi bem inteligente, quer politicamente quer pessoalmente. Policamente é obvio o porque, ademais conduz a fissuras entre O PR, o PM e entre o PR e o PSD, mas mais ainda é um acto de honestidade política pois obriga a uma governação diferente, ao contrário do Engenheiro Sócrates que nos vendeu uma coisa e fez outra, com aplauso da mesma chusma de idiotas que cada vez que se traz o assunto lá recorrem ao Dr. Santana Lopes. A linha de defesa do PS continental é a já do costume, o Sr. Marques mendes isto e aquilo, pois claro que sim! Verdade é que Jardim, numa profussão cada vez crescente de arguidos nunca foi sujeite a essa condição ou buscas domiciliárias, como o muitos homens do aparelho... A madeira está perdida, urgindo pois cativar votos no continente a qualquer preço e dosonestidade. Ora devia ser o omnipotente mendes que controla o Sr. Jardim? É isso o que espera o PS? Não mas é o que diz...
O assunto já nem levanta uma centelha de interesse, salvo para ver o cortejo de argumentos à la minute que se arranjam para denegrir o sr. Jardim, até o comparam com o Sócrates veja-se pois o descaramento. Resultado, nada de novo, é o vale tudo do jornalismo nacional.

Boas notícias no DN o Sr. Teixeira demitiu-se. O dr. AOC deve ter aberto uma garrafita de champagne e o caso não é para menos, o diário de notícias tornou-se o eco do Rato, repercutindo uma linha socialista e alinhada com o PS a par de produzir peças de jornalismo abjecto e absurdo, as pessoas deixam de o ler porque o jornal desde a saida de Mº Bettencourt Resendes se tornou um pasquim fedorento e com cada vez menos fieis. Que leve a Câncio!
O Público mudou a imagem para se parecer cada vez mais com o DN, resultando um jornal equilibrado numa sarapilhada de cores, um grafismo ofensivo aos olhos e conteúdos mais pobres...

Enfim são alguns eventos em revista depois de uma longa ausencia das crónicas. Aos que tiveram saudades fica o agradecimento aos outros também!

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