Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Polónio aerotransportado

Tenho seguido as notícias das investigações à morte de Litivinenko com alguma curiosidade. Por um lado, fico cada vez mais com a impressão que o longo braço de Putin tem tiques típicos do defunto estado soviético. A manipulação dos meios de comunicação, a pressão e/ou encarceramento de opositores e agora as estranhas mortes de personas non gratas.

Só falta começarem a apagar essas pessoas das fotos oficiais ao melhor estilo de Estaline.

Mas também tenho seguido as notícias, especialmente a história das viagens do polónio 210, por outro motivo.

Tem nos sido vendida a história da guerra contra o terrorismo como justificação para um apertar de liberdades, de complicação do dia-a-dia e da crescente segurança nos aeroportos. Quem tentar levar uma garrafa de água num avião da British Airways sabe bem do que falo.

Mas, pelos vistos, se não podemos levar explosivas garrafas de água pelo menos ficamos tranquilizados que as substâncias radioactivas como o polónio 210 podem viajar livremente. Não será considerado um risco para a segurança.

Pergunto eu: não haverá uns míseros contadores Geiger nos aeroportos? Ou o dinheiro da segurança foi apenas para elefantes brancos?

Tanta conversa com a segurança e estiveram 30 mil pessoas em risco por contacto com o polónio nos voos da British Airways.