Real Madrid ou o atirar de dinheiro pela janela
Uma máxima que se aplica como uma luva aos clubes de futebol e em especial ao Real Madrid.
Ramón Calderón assinou recentemente um contrato de cedência de direitos televisivos para os próximos 7 anos pelos patacos de 1000 milhões de euros. Repito, mil milhões de euros. Trocos, portanto. Ainda o contrato não estava assinado já dava conferências de imprensa a dizer que vinha aí uma pipa de massa.
Como aqui em Espanha se continua a discutir ao fim de seis meses a legalidade ou ilegalidade da sua eleição e antes que seja ejectado da cadeira de presidente, nada como torrar já boa parte do dinheiro.
Os jogadores do plantel principal foram os primeiros a fazer fila na casa de partida do Monopólio: Guti, Roberto Carlos (aos 35 anos) e Sérgio Ramos (com contrato assinado o ano passado) já estenderam a mão a pedir umas migalhinhas desse manancial para as suas contas bancárias.
Calderon acedeu imediatamente ao pedido dos primeiros. Quanto ao terceiro pouco tempo deverá faltar.
Depois, declarou publicamente o interesse por dois jogadores argentinos Higuain y Gago. Resultado os presidentes dos clubes respectivos fecharam-se em copas e passaram a exigir umas migalhas maiores. Algo como 15 milhões de euros. Petty change para alguém com a bolsa pesada.
Mas isso não é torrar dinheiro dirão V.Exas, e com razão.
Torrar dinheiro como um novo rico é oferecer 140 milhões pelo Kaká (mais 10 milhões/época LIMPOS) antes que fuja.
Quem, o jogador? Não, o dinheiro!
Faz-me lembrar aqueles vencedores de prémios de lotaria que em 6 meses - 1 ano desbaratam a sua taluda com contratações sonantes para a equipa da sua terra. Mas esses, ao menos, desfazem a sua fortuna.
Por este ritmo daqui a 3-4 anos vamos ver outra vez o discurso de coitadinho do então presidente do RM a dizer que o passivo é alto, que não têm dinheiro etc etc.
Business as usual.
