Chorrilho de palavras vãs
Ao ler o trabalho publicado na revista TIME, proposto pelo meu co-bloguer PT, fiquei boquiaberto pela simplicidade da análise, pela falta de espírito crítico e pela mais que denotada parcialidade do discurso desse "democrata" autor do texto.
Explico porquê.
Bush alienou a Palestina. Bush prejudicou Israel. Bush errou ao invadir o Iraque. Bush não percebeu o barril de pólvora que era o Irão. Bush alienou os Arabes. Bush cheira mal da boca. Bush basta pum basta à la Almada Negreiros.
Chorrilho de palavras com cara, cara de democrata ressabiado com tendências a ganhar a presidência dos EUA. É claro que qualquer análise feita nestes termos tem dois problemas de base (um pouco como a propaganda da RTPN previamente referida):
1. O mundo não começou nem acabou com Bush. Com os democratas clintianos tivemos primeiros ministros israelitas assassinados, atentados em Israel, tortura em Iraque, atentados em Africa e sobre soldados americanos. Acordos optimos mas nunca assinados nem levados a cabo. Encontros na Sala Oval. Juras de amor eterno.
Se isto é ter a situação controlada... risos, e muitos. Mas enfim, se os democratas tem a solucção, by all means...
2. Que Bush cometeu erros. Pois claro! Como todos. Que a abordagem que propos e executou foi a errada parece-me prematuro saber. Passaram 6 anos desde 9/11 e não me parece que seja possível atribui todos os males do mundo ao Sr. Bush.
Ademais, existe uma questão que o "democrata" da Time não refere. Não mais existiu um atentado nos EUA.
E isso sim é responsabilidade Bush.
Os democratas muito gostam de pazes podres. Podres no Afeganistão, na Palestina, no Libano, na Somalia. Depois quando as coisas explodem a responsabilidade são daqueles que lá estão...
Boa teoria. Irresponsável, mas boa.
