Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, dezembro 11, 2006

A mulher dos sete ofícios

A crónica de hoje vêm em dois tomos, o primeiro trata do livro que fez furor este fim de semana, falamos claro da prosa de Carolina Salgado. Provavelmente o Dr. Sampaio agradece, não obstante o livro de Santana estar bem colocado nas vendas. Ora em longa prosa Carolina fala dos tempos de alterne, quando trabalhava no calor da noite e com maior detalhe dos tempos em que foi aclamada enquanto "companheira de Pinto da Costa".

Com jovial alegria Carolina conta-nos dos tempos em que era uma feliz alternadeira que repetidamente rechassou as investidas de Jorge Nuno, os primeiros tempos do romance, a vida a dois, com doentios pormenores referentes à higiene deste, seus problemas de flatulência gástrica, etc... A prosa de Salgado é contudo amarga, tal qual mulher objecto, ora elevada aos píncaros, ora deprezada pelo astro mediático. Óbvio que em prosa amarga e carpideira as mulheres excedem-se, os homens tocam no ridículo as mulheres empregam as realidades quotidianas para provar a sua utilidade, ora somente assim se compreende o que foi escrito.

Mulher de diversos ofícios, Carolina não se limita somente à higiene, ao ombro amigo, aos pés e aos puns (o bom leitor que perdoe mas a sonoridade era imbativel), enfim o relambório já é conhecido, ela tão boa, santa e casta, ele o abusador que desprezando as virtudes da boa fêmea do lar a ignorou e lançou à rua com a costumeira ingratidão. Se os indígenas deliram com a faceta doméstica da alternadeira, esta dá largas à sua imaginação, que de santa doméstica e mulher virtuosa, também realizou trabalhinhos sujos, para além da limpeza de unhas e afins, intermediária em sovas pretensamente encomendadas, serviçal em encontros com árbitros, enfim uma mulher para todos os serviços, alegando tudo e nada numa tentativa de obter atenção e rendimentos através do mencionado livro... Coisa triste...

Detendo-nos na mulher "padrinho" Carolina demonstra uma faceta incompreendida, a de génio do crime e fiel número dois, a fiel mão do mestre, que provavelmente sem demais provas concretas, para além do seu testemunho. Provavelmente a castanha rebentará na sua boca quando passar a onda mediática. A ilustre procuradora do DCIAP já anunciou que linha a linha será investigado o livro, tendo porventura a esta ora sido destacado um task force para tão almejada investigação, provavelmente em detrimento de usar recursos escassos na investigação da corrupção em autarquias em afins teremos os iustres magistrados a ler o livro da Carolina e inquirir a gata "Tucha", a testemunha estrela a par de Carolina.

No demencial ror de vacuidades, falta somenta a Carolina Manager, que escolheu José Mourinho e conduziu os destinos do FCP, entre o corta unhas e a vitória na Champeons League... Uma mulher de sete ofícios...

1 badaradas:

Anonymous Anónimo said...

Metam é o gatuno atrás das grades e retirem-se os titulos ao clube dos murcões! A propósito Senhor DML, os seus posts são de um tédio buçal...

11:01 p.m.

 

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