Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, agosto 24, 2006

O Umbigo vermelho

Na sequência do post de DML, queria apenas deixar uma nota sobre a questão, bem como uma sugestão.

Começando pela nota, parece-me vergonhoso que um partido com acento parlamentar desde 1976, que esteve na génese da Constituição actualmente em vigor, que lutou contra um regime fascista (terá lutado mesmo?), tenha mais uma vez retirado o apoio a um presidente de câmara, dez meses depois deste ser eleito, supostamente para dar "uma nova frescura ao município".

Uma vez que frescura só com Brise, parece-me que o que o PCP está a fazer é perseguir os renovadores que, arduamente e à custa de bons trabalhos concretos nas Câmaras Municipais, conseguiram ganhar Câmaras que de outro modo penderiam para os socialistas locais.

Vender a ideia de preocupação com a Câmara é demagogia (e de esquerda que ainda cheira pior), e contraditório visto não ser papel do Comité Central do PCP avaliar as actuações dos Presidentes de Câmara sob pena destes terem de prestar contas ao referido Democrático Comité e não ao povo que os elegeu.

Proponho um jogo. Uma sugestão.

Pega-se num recipiente de Brise. Pega-se num isqueiro. Taca-se fogo às vozes do Comité Central que ainda não perceberam que já não estão na Clandestinidade (duvido que algum ainda tenha saído do Sarcófago a esta hora), e deixam-se os orgãos eleitos pelo Povo cumprir os seus mandatos, devendo sujeitar-se ao escrutínio daqueles que os elegem.

P.S. Se nenhum partido tem coragem de recusar estar presente em debates democráticos enquanto o PCP mudar de actuação, estão a colaborar com esta forma de ver a política... o umbigo vermelho sempre em primeiro lugar, sobre as populações, a liberdade de expressão e repsonsabilidade dos cargos e das actuações.