Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, agosto 21, 2006

Notas do Soltas I

Não querendo plagiar o grande espaço do gigante Vitorino, adoptamos o presente título de maneira a passar em revista os acontecimentos da semana passada que infelizmente para o saudoso leitor, e felizmente para o autor foi dedicada ao repouso.

1701 é o número da resolução da ONU que instaurou no terreno um cessar fogo frágil e provisório. Não obstante tudo foi uma tangencial vitória para Israel. Vitória em três pontos, primeiro ficou reduzida a capacidade operacional do Hezzbolah, fruto da campanha aérea levada a cabo durante o mês anterior. Igualmente uma vitória é o facto de se reconhecer no Governo Libanês um interlocutor sério, ao mesmo tempo que se estabelece que o problema e o Hezzbolah, que deverá ser desarmado e desmilitarizado. As condições estão reunidas por dois motivos, primeiro o ponto anterior e segundo o facto de que o Exército do Líbano tornou a ocupar posições fronteiriças, em detrimento do Hezzbolah, cabe ao soberano governo do Líbano esta e outras funções como alias foram já objecto de post anterior. Terceiro facto que justifica a votória tangencial de Israel foi o facto de não permitir á ONU e muitos estados membros adoptar ambíguas posições quanto à situação no Médio Oriente, se a Europe enveredar pelo envio de tropas estas deveram ter capacidade de exercer o seu mandato e zelar pela paz e segurança na zona, em conjunto com o estado soberano da zona. O fracasso da comunidade internacional será um endosso à anterior política de Israel que ao abrigo do direito internacional e da carta da ONU exerceu validamente o direito de defesa do seu território.
Subjacente a estes três pontos igualmente ficou demonstrado que o Estado de Israel não tolerará ataques ao seu território, provenham de onde estes provierem, a Síria e o Irão que tomem nota. A força de 1701 reside numa solução verdadeiramente multilateral como pronunciam os artistas do politicamente correcto, Israel, Líbano, ONU e estados que componham a força de manutenção da Paz. Não obstante é minha firme convicção que quando choverem novamente as bombas (e elas voltaram), quem abandonar o barco primeiro será a comunidade internacional, respaldando-se ou na falta de clareza do mandato internacional ou em represálias do estado israelita após futuros ataques do Hezzbolah....

Incêndios, o mesmo de sempre as coisas ardem porque sim e pronto, parece que cá isto não dá mais e que em todos os portugueses reside um Nero, sempre pronto a lançar um fósforo sobre as matas, já não há saco... nem pra isso nem pro ministro costa que é o bombeiro de bancada nº1 do pais e que desempenha de forma estoica o cargo de primeiro ministro interino calcorreando o país de lés a lés sempre atrás do próximo incêndio para, aos microfones soprar umas palavras de circunstância sobre o incêndio. Esta malta profissional de política é sempre o mesmo...

Por falar no mesmo, as Férias do PR, entre a colher figos e patuscadas na vivenda mariani representam o mais sofisticado que o moderno portugal permite, enfim não consultando a 1ª Maria mas também não há paciência...

Jogging no calçadão às 6h da manhã do Sócrates, uma ode ao vaidosismo e pedantismo. Falando com a propriedade de um verdadeiro praticante de jogging, a coisa que menos gostaria seria ter seriam cinquenta jornalistas a tirarem-me fotos de circunstância, a não ser que fosse a coisa aborrecidamente mais vaidosa do mundo, mas como o José imita o Mourinho, temos que o gramar.
Com o direito de quem já fez jogging no calçadão relembra-se o Engenheiro que existe uma faixa própria para isso e não no calçadão propriamente dito, salvo se o objectivo for montar um show mediatico... Enfim não há paciência...

Parece que o governo prepara a reforma do imposto automóvel (IA), no país aonde os carros são 30% mais caros que no resto da europa dos 15, o pressuposto desta não será reduzir a carga fiscal ou o imoral iva sobre o IA, mas sim a manutenção da receita tributária que o estado mamão não abre mão, enfim não há paciência para a já useira e vezeira reforma fiscal do país ou seja, sobre a capa de reforma por os do costume a pagar mais pelo mesmo... Não há paciência...

Faz-se um apelo aos bons leitores para a sedição fiscal...~

Trabalho... não há paciência...

Labreca/Gajo do anúncio dos frangos/Tipo mais inteligente do montijo/homem que não sabe escrever três linhas/ Ricardo do SCP, não há paciência para tamanho vulto nacional, uma palavra somente, Baía!