Notas Soltas II
Gunther Grass, o nazismo e Saramago.
Parece que Gunther Grass abriu o livro e "confessou" o facto de ter pertencido às Waffen SS durante três meses.
Quando um gajo de esquerda ateu se confessa, não vêm daí coisa boa já se sabe mas parece o caso causou estertor no meio literário e não só, levando até homens em exílios idílicos, ilhas democráticas e livres privativas (não Cuba!) a pronunciar-se sobre o facto. Falamos claro de Saramago.
Como somos amigos do rigor históricos e alheios a precipitados julgamentos históricos, primeiro os factos, quando a alemanha sucumbia sobre ataque aliado e da URSS, todos os homens, dos 14 ( emais novos) aos 75 foram obrigados a defender o Reich, o Gunther, tal como muitos outros não falhou à chamada porque, como se sabe a pena era o sumário enforcamento num lampião de rua como sucedeu a muitos desertores ou que fugiram à chamada da pátria. Guntherzinho como centenas de milhar de homens não fugiu foi e alistou-se.
Calhou-lhe as Waffen SS, mais precisamente uma unidade de Panzers (Blindados).
As temíveis SS eram estas, temíveis por serem o melhor corpo de elite do exército alemão, temidas pelo seu profissinalismo militar e capacidades. Diferentes das Waffen SS eram as Secções de segurança, responsáveis pelos campos de concentração e outros locais ainda piores... Parece que para a maior parte do mundo as coisas são todas iguais, mas caro Gunther, ainda fazemos distinção...
GG nada mais fez que o seu dever enquanto alemão dado o condicionalismo histórico, é normal que sinta vergonha uma vez que a Alemanha e o patriotismo alemão são coisas demonizadas pelos próprios e GG não fugiu à regra com excepção de que foi omisso ao seu passado...
Claro que da ignorância da história produzem os literatos de esquerda justificações ou atenuações para o crime do homem ter sido um patriota que quando chamado respondeu que sim (seja por que motivo foi...) e merecerá somente ser censurado por o ter ocultado dolosamente.
Parece que da ilha mais democrática do mundo (Lanzarote), Saramago lançou um brado de atenuação, uma vez que o homem deve ser julgado por toda a sua vida. Critério curioso, caro José, parece que o julgamento do ilustre torneiro mecânico é mais humano e deverá ter em causa todo o percurso de vida, por exemplo o camarada Thorez, Estaline ou outros. Claro que da sua oficina na ilha de Lanzarote o que interessa não é compreender a história ou outras coisas mas somente atenuar o ror de críticas, sem razão na maior parte, por ser um camarada que escreveu umas obras que cairam no goto do torneiro José... Óbvio que se fosse um vulto de direita estava tramado e sujeite a insidiosos julgamentos em praça pública. Sabendo que do camarda José pouco de jeito se espera, mas será que aplicaremos o mesmo aos camaradas informadores da PIDE ou outros que não tiveram a sorte de cair no teu goto literário.
Caro José, nos cá cristianamente te perdoamos, seja por serem coisas da idade ou os vapores da tornearia mecânica ou somente a intrinseca pobreza de espírito de partilha o teu ideal.
