Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, agosto 17, 2006

The Aftermath

Poderá o leitor desatento pensar que vamos falar da situação conturbada que, três anos depois da sua ocupação, se vive no Iraque. Nada mais enganoso.

Vamos falar do Líbano.

Desde os últimos posts sobre o tema (aliás, ainda não referi: bem vindo PT!) o suposto conflito chegou supostamente ao fim tendo sido tomada uma nova resolução das NU que deixou tudo como estava, com a excepção de aumentar o contingente de capacetes azuis. Resta perguntar:

Para quando paz no Médio Oriente?

Eu sei que é uma pergunta onírica, quase idealista, mas pergunto:

(i) Como é possivel o governo do Libano não obrigar ao desarmamento do Hezbollah? Mais. Qual governo do Libano, visto que quem sustenta metade do país é o grupo terrorista...
(ii) Como é possivel o Irão e a Líbia continuarem a suportar financeira e militarmente o Hezbollah sem sofrerem quaisquer tipos de sanções?
(iii) Serão 15.000 homens capazes de fazer aquilo que 30.000 militares israelitas não conseguiram?

Todas estas perguntas têm uma resposta negativa relacionada com falta de vontade e cobertura política.

Entre aqueles que votaram esta resolução estão aqueles que tendo vontade de resolver o assunto, não têm cobertura política (e mediática diga-se) para o fazer. Do outro lado temos aqueles que tendo cobertura política não têm interesse em resolver a questão à custa de vidas militares.

E assim vamos cantando e rindo, enquanto hoje morrem 30, amanhã morrem 50, e assim sucessivamente.

O problema esse mantém-se e não tem, no presente momento, e com as condições existentes, qualquer possibilidade de resolução.

Para quando paz no Médio Oriente? Para as calendas gregas...