Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, maio 03, 2007

A Força de Sarko

Sei que os meus co-bloguers (um em particular) se estará a borrifar para o resultado das eleições presidenciais francesas do próximo domingo. No entanto, parece-me que seria benéfico para todos, inclusivamente para aqueles que apontam aos franceses a responsabilidade pelo estado de indecisão e de podridão da velha Europa, de se debruçarem sobre as eleições e os seus candidatos.

Tendo visto grande parte do debate Sego/Sarko na TV5 (nem sabia que tinha esse canal fantástico!), penso que foi uma verdadeira lição de como fazer política de direita e de esquerda. Que escolham o caminho...

Não conhecendo o seu percurso político a fundo, penso que o debate de ontem mostrou que Sarko é um homem politicamente engajado, competente e com ideias claras sobre o que é preciso fazer para retirar a Europa e a França da situação de decadência em que está, e que ele, ao contrário da que a sua oponente, o assume plenamente como um desafio.

Assume e quer combater, devolvendo a França ao trabalho, ao realismo social, à diminuição da função pública, ao retirar de benefícios sociais, à restrição da imigração e a favor de uma Europa política. Contra referendos sobre a Constituição Europeia, "considerando que depois do povo Francês ter votado não, o texto morreu", contra a entrada da Turquia na UE, dizendo que basta de dar esperanças (vai para 47 anos de negociações) a um povo que, por muito relevante e valoroso que seja, situa-se geográficamente na Asia Menor.

Presença segura, incisivo, calmo e objectivo. Sem falinhas mansas, promessas iquantificáveis ou beneces distribuidas equalitariamente.

Do outro lado, temos o típico candidato socialista, mas com um defeito adicional, ser mulher.

Peço permissão por esta bomba política, mas de facto verificou-se que ser mulher é claramente um defeito, quando não estamos perante pessoas de qualidade indesmentivel. Nervosa, insegura, prometendo mundos e fundos a todos e a cada qual, sem posição definida sobre nada, e com um conjunto de frases vazias sobre a luta social e o seu projecto de uma França de Fidel, Chavez ou Morales.

Que os Franceses votem pelo futuro. Que votem pelo Liberalismo. Talvez isso devolva a França, a Europa (e quem sabe Portugal), aos seus respectivos povos.