Breve apanhado de coisa nenhuma
(i)
O caso Sócrates vai de vento em popa, ou seja coisa nenhuma. Revelações bombasticas que redundam em coisa alguma mais um processo de aluno que como diz Pacheco Pereira se encontra eivado do toque de Midas, ou seja, erros, obscuras prácticas, títulos de engenheiro etc... tudo claro produzido por terceiros. Para gaudio da populaça o brilhante exame de ingles técnico de Sócrates era acompanhado do papelinho do Sr. Secretário de Estado ao seu bom amigo. Que mais haverá a dizer? Eu sinceramente não vejo muito, para além de que todo o processo cheira mal e depois?
Depois vêm a réplica dos sicofantas e mais a historieta da determinação do primeiro ministro, a par do afã reformista. Alias determinada também é a "Euribor" do anúncio magistral do BES que não obstante a voz de seu dono não lhe obedece. Pois certamente estão ambos impregnados pela mesma determinação, com uma ressalva, a Euribor é obstinada e Sócrates é somente mau carácter no mínimo e um "cara desonesto" se quisermos ir por aí.
O "canudo" de Sócrates é coisa nenhuma, excepto claro se quisermos ver ai malícia num determinado homem. Para encerrar e com determinação eu julgo é que o Zé das Beiras quando preencheu os papeis em apreço ou outros quaisqueres era já um determinado engenheiro, sendo que o reconhecimento era somente uma manigância burocrática. Enfim, um homem determinante... Não sei porque mas o pelo da Euribor não cessa de me vir à memória juntamente com o determinado engenheiro ambos determinadamente montados no seu determinado vigor reformista. Enfim e o burro? Esses somos nós que levados por um afã de má fé questionamos o bom e determinado engenheiro. Cá para mim nem uma nem outra...
(ii)
As eleições em França foram um belo fenómeno de democracia, com uma taxa de participação superior a 80%. Os gurus nativos da comunicação lá conseguiram fazer uma cobertura mediática digna da Voz da Paróquia ou pior do Borda D'Água. Breves afunilamentos sobre o programa dos candidatos, eram servidos por entrevistas a emigrantes portugueses que iriam votar. Suponho que tenham sido escolhidos a dedo pois nenhum votou Sarkozy ou Le Pen, aproximadamente 44% dos eleitores, sendo todos anti alguma destas personalidades ou somente parvos... Curiosamente hoje cantam a derrota de Le Pen que colheu somente 11% das inclinações de voto, ou seja mais ou menos 4.5 milhões de eleitores, enfim somente mais de metade dos eleitores inscritos em Portugal (mortos incluidos) ou ainda mais do que elegeram o determinado engenheiro.
Continuando o unanimismo dos comentadores portugueses é estupidificante, votariam todos em Segolene Royal, pois poucos ou nenhum teria coragem, não se entendendo bem porque de votar em Sarkozy. Alias o preconceito com que este foi tratado pelas imparciais reportagens é notório, fazendo-se o já costumeiro relambório anti qualquer coisa pois é sempre melhor que falar da Segolene que caracteriza a coisa e sua metade na mesma frase...
A ver vamos, eu cá para mim antecipo já o galo, o Sarko vai limpar aquilo na 2a volta e os bem pensantes europeus Bruxelas, desde o Edificio Euratom à ponta da pilinha do "Manikempiss" vão ter de fazer os flik flaks e piruetas verbais do costume. Por cá a ignorancia é tanta que somente interessa o coração do King, num pais que se orgulha de ser uma república... Mas enfim, é impossivel entender gente obtusamente imbecil...
