A Arrecua!
O belíssimo governo da nação encontra-se a realizar reformas estruturais de monta e de peso. A finalmente e almejada por muitos reforma da administração pública está em curso. A coisa têm um nome, é o PRACE. Ora o Programa em questão está atrasadíssimo na sua execução, sendo esta coordenada pelo Ministro das Finanças em conjunto com os diversos ministérios de sector.
A coisa corre bem contudo, os "comentadeiros" gabavam o Engenheiro pela determinação demonstrada no momento de implementar reformas e mudar tudo, para que tudo fique na mesma digo eu. Ora sobre o PRACE teve o Teixeira das Finanças a seguinte saida, depois de interpelado em relação ao atraso deste, «o PRACE está atrasado? Já há muitos anos». Está tudo dito, o governo é um fiasco grosseiro, se bem que com embrulho rosado. Ora o PRACE é somente o desígnio máximo deste governo, uma reforma dura sobre a Administração pública, supostamente e tal e coisa como é óbvio.
Somente através do PRACE se poderá dizer com propriedade que se estao a fazer reformas estruturais, atacando o âmago da função pública, redimensionando, cortando, melhorando e gerando eficiência. Este programa seria o sucesso do governo, impopular mas necessário, duro de implementar mas de superior interesse público. Isto tudo, fiando-nos no que dizem os especialistas. Sem cortes na despesa corrente não há nem poderá haver diminuição da despesa nem melhorar serviços, nem por ordem na bandalheira que este pais se tornou. Arrisco com boas hipóteses de sucesso que o flop do PRACE será varrido para debaixo do tapete, trocado por mais umas "medidinhas" do SIMPLEX ou outras vitórias da propaganda socialista. Até lá pois claro continuaremos a dizer que não há oposição, que o Dr. Mendes é uma nulidade e a exigir cada vez menos a Sócrates.
Outro exemplo típico de grandes medidas de tipo montanhas que parem um ratos é a dos despedimentos na função pública. Durante meses a fio os sicofantas que elogiam a constante determinação de Sócrates prometeram cortes, seriedade, reformas audazes, as maiores desde o cavaquismo. O rigor regressava à função pública, despedimentos, avaliações etc... ora isto tudo no papel "jornaleiro", depois de negociações com sindicatos, esse tigre de papel, temido por Sócrates os despedimentos são só para 2008 ou 2010 ou 2011, ou nunca mais, uma vez que em 2011 os responsaveis políticos já não seram os mesmos e certamente haveram outras prioridades politicas.
Portugal terá sido nos últimos anos governado de outra forma? Não, vivemos de solenes promessas para o dia de amanhã, de grandes programas para o dia seguinte, de medidas de consolidação para a próxima década etc.. Já era altura de acabar com a bandalheira mas isso não será para este governo ou outro qualquer a seguir. O pais já há muito entrou em espiral de desgoverno, antes de Sócrates e mesmo de Guterres, prova, um buzinão abala qualquer governo, é o poder da comunicação social e da rua que atemoriza quem têm responsabilidades de fazer o que interessa ao bem comum?
Moral da história, é o método "Arrecua", avança e depois recua mais.
Reformas estruturais...pinhões.
É o sistema, isto já não dá mais...
