Grandes Portugueses e outros...
O programa de Mª Elisa de ontem foi uma pérola de entretenimento popular, julgo que somente com esse olhar se poderá ver este. Mª do Carmo Seabra, ex ministra do fresco governo de Santana Lopes figurava na lista em 55º lugar, Vitor Baia em 67º, Mourinho 20º, Jorge Costa 9..º, Pinto da Costa 23º(creio), Eusébio, Amália, Cavaco, Sócrates, isto para deixar os 10 primeiros de fora... O Grandes Portugueses é aquilo que os Portugueses quiserem fazer dele, o que fizeram, um concurso de popularidade, com gozo à mistura, só assim se compreendem alguns nomes acima mencionados, ou outros que ora me escapam.
Tristemente, Soares ficou quase nos 10 primeiros, eheheh «o Pai da democracia», curiosamente fica atrás de Cunhal ou Salazar... Alias sobre os 10 primeiros, a realização de um programa sobre Salazar já obrigará a engolir muitos sapos o que certamente promete pois talvez possibilite uma discussão divertida e quiçá mais lúcida sobre a figura mais marcante do século XX português. Marcelo Caetano fica mais atrás, mas à frente de Sócrates e Cavaco. A inclusão de Cunhal nos 10 primeiros é também um fenómeno de força, do PC pois claro, diz-se que há dedinho do PC no assunto, havendo ou não causa estranheza, pois o fidelíssimo Cunhal sendo o que foi nunca foi personalista, nem cultivou um culto de personalidade que caracterizou muitos dos seus compinchas "rojos".
Continuando, parece que para Fernando Madrinha os salários da "Banca" são obscenos e não deve o Governo concorrer com estes por forma a manter nos seus quadros Paulo Macedo. O invejómetro nacional é sempre divertido, primeiro a própria adjectivação, obscenos, pois a inveja é chata, o que têm os jornalistas com os salários que pagam empresas privadas? Nada, talvez o Sr. Madrinha tivesse as qualificações do Armando Vara, esse prodígio da Banca que saindo empregado de balcão volveu como administrador depois de uma carreira na política e algumas comendas do Dr. Sampaio... Pois é a República trata bem os seus filius favoritos... Voltando ao Sr. Madrinha, o sei argumento obsceno é que 23.000€ é muito, mesmo para um homem que manda rezar missinhas. Na Banca paga-se muito e o limite de €5000 é o máximo para os cargos da função pública ou política. Sem falar dor regabofe das empresas públicas, ou de participações maioritariamente públcias que gerem sucessivos prejuízos o Sr. Madrinha esquece que o que o Estado dá com uma mão ao Sr. Macedo, faz este render com a sua... Ademais, um cargo de responsabilidade como o de Mr. IRS (e outros) têm a inerente responsabilidade de gerir um bolo que representa mais de metade do OE, enfim pormenores pois claro...
O que denota a prosa de Madrinha é somente a incapacidade de articular pensamentos sem pensar na comezaina inveja de redacção, paróquia ou outra coisa qualquer... Sr. Madrinha, quanto ganha? Seja que for é pouco para um homem da sua craveira intelectual, certamente com a sua formação em comunicação social teria lugar num qualquer gabinete de empresa a receber o salário tabelado pela função pública pois claro, como o são os do Expresso na certa...
O dr. Alberto João Jardim deu uma entrevista a novo magazine da Sic Noticias que substitui o programa de Mª João Avilez, desta feita apresentada por uma enjoadinha qualquer do mencionado Canal que não têm o mínimo sentido de humor ou político. O sr. Jardim já aqui foi aflorado por diversas vezes, para lá remetemos, contudo apresentou um argumento muito interessante que a perspicaz jornalista não colheu uma pergunta sequer, estranho, a ver, diz o ilustre político que há quem ande em Lisboa na política 4 ou 5 anos e faça fortuna... Assunto interessante mas que infelizmente não se compara à estéril polémica da Lei das Finanças Regionais... Imagino pois claro...
