Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

terça-feira, janeiro 09, 2007

Aqui há sapo!

Regressado à base é chegado o momento de discorrer algumas linhas sobre alguns temas que ficaram registados durante o período de férias na capital do império.

Começemos pelos sapos. Toda a gente os conhece: são verdes, fazem barulhos estranhos, saltam para dentro de água quando as coisas apertam e comem moscas.

No entanto, em Lisboa há uma praga invasora de sapos, em maior crescimento que as algas assassinas em qualquer albufeira.

Falo, naturalmente, dos sapos da espécie EMEL. Esta família de batráquios não foi produto de qualquer processo de selecção natural, para grande pena de Darwin.

É obra sim, da multiplicação (ou cogumelização) de empresas públicas municipais e da "desconcentração" de poderes nas mãos de incautos gestores. Tudo a bem do interesse público!

Ou seja, o sapo da espécie EMEL é uma aberração da natureza. Assim a modos como as galinhas terem dentes ou as vacas voarem.

Não obstante, o freakshow de desenvolvimento da espécie EMEL continua. Não bastava estes petiscos de cobra poderem aplicar coimas aos malvados condutores que não pagam o imposto (não me venham com a história que é taxa...) de aparcarmento do seu veículo na via pública.

Já era mau dessa maneira. Mas agora é pior. Seguramente para poupar os magros efectivos da PSP e da Polícia Municipal, nada como aumentar as competências dos sapos para abrangerem a fiscalização do espaço público que não está coberto por parquímetros.

Aliás, sugiro já que se acabem com os parquímetros. Para que servem se as competências dos batráquios já extravasa os seus limites? Mais vale que reciclem as máquinas e os sinais.

Mas há mais. Não bastava entrarem novos 50 sapos ao serviço (sustentados apenas e só por este aumento abjecto das suas competências) mas a EMEL conseguiu que o valor-hora de estacionamento fosse aumentado. Aumento esse que, em alguns casos, chega aos 100%.

A que propósito? Encher os cofres da EMEL? Claro que não! É só para disciplinar o estacionamento em Lisboa e diminuir o número de carros a entrar em Lisboa.

Bom se é esse o objectivo, então acabem com os parquímetros e metam portagens à entrada de Lisboa. E já agora, se não for pedir muito, uns transportes públicos em condições.

Entretanto a praga de sapos e da sua dentada venenosa amarela vai crescendo em Lisboa.