Mais um tiro no pé do Zapateiro
O ano de 2006 terminou e o de 2007 começou pior para Zapatero. Mais do que o atentado de Barajas em si, (não é a primeira vez que um processo de paz é torpedeado à bomba, o mesmo aconteceu na Irlanda do Norte depois dos acordos da Sexta-Feira Santa) o que mais irritou os espanhóis foi a forma como Zapatero reagiu ao assunto.
Limitou-se a declarar a "suspensão do processo de paz" quando, na realidade, o que o povo queria ouvir era o fim categórico do diálogo com a ETA. Pior, ainda se deu ao luxo de continuar de férias. Para quê interromper as férias? Afinal de contas só morreram dois equatorianos.
Parece que os políticos espanhóis deixaram de saber reagir a atentados à séria...primeiro o PP em 2004 meteu os pés pelas mãos na gestão do 11-M e agora o PSOE faz o mesmo.
Mas continuando com as gaffes do presidente do Gobierno, Zapatero ontem teve uma nova tirada digna de Valentim Loureiro (GUTERRES, GUTERR...,er....GONDUMARE, GONDUMARE!): achou por bem qualificar o atentado como um "acidente".
Bom acidentes há na estrada ou em casa quando o quadro mal colocado na parede voa em direcção ao chão. Quando há atentados não há qualquer acidente. Há sim a intenção de atemorizar a população e, eventualmente, de criar danos materiais ou simplesmente matar alguém.
Com tiradas destas, perder as eleições de 2008 para o cinzentão Rajoy não será mero "acidente".
