Rir para não chorar
Antes de lançar o repto aos excelsos co-bloggers para fazer a sua previsão Zandingueira para 2007, devemo-nos deter na mais recente afirmação do nosso ministro das finanças. Em 2010 garante, a carga fiscal irá baixar. Ou seja daqui a aproximadamente 3 a 4 anos poderemos esperar algum desagravamento fiscal.
Pessoalmente desconfio, não imagino as complexidades do planeamento económico e de indicadores como alguns ontem publicados relativamente a taxa de desemprego, crescimento económico, evolução do PIB, etc... São em boa verdade um saco de tretas, só para o ano corrente, Governo, INE, OCDE e o sempre risível Banco de Portugal alteraram por diversas vezes as previsões. Que me lembre conto 3 pelo menos, helas poderá dizer o bom leitor que a dúvida se o pais cresce 1.4 ou 1.5 % não é relevante, pois não, contudo os indicadores, ou boa parte estão à mão.
Sem prejuízo dos variados desvios do nosso ministro o mesmo garante que em 2010 a carga fiscal irá baixar. O nº2 ou nº3 do governo assim o disse, mas estará em 2010 em posição de honrar o prometido? Eu, sem prejuízo de não ter puto de ideia para 2010 posso garantir que o ministro das finanças será outro, o governo certamente e o primeiro ministro também (espero), portanto com toda a certeza em 2010 só haverá Estado Português, que como vimos por diversas vezes é algo avesso ao cumprimento de promessas, por culpa de sucessivos governos pois claro... Quem não se lembra das promessas de Durão Barroso do choque fiscal (bem que me enganaram com essa), da afamada estratégia de Lisboa de Guterres, enfim do país de fábulas em que hoje deveriamos viver. Eu por cá não tenho dúvidas também que o Engº Socrates não irá cumprir com a promessa de 150.000 empregos (nem metade), entre outras.
Registamos contudo o desabafo do Sr. Ministro que nos promete baixa de impostos já em 2010, até lá e como sentiram inúmeros cidadãos continuaram os pagamentos adicionais, as actualizações, aumentos constantes dos impostos especiais (alcool, tabaco), sobre os produtos petrolíferos, etc...
Ou seja a conversa é a nauseabunda de sempre, a que protela o bem bom para um dia que nunca virá, enquanto nos apertam os calos... Com o devido respeito Sr. Ministro vá contar essa a outro, já ouvi muitas, assim sendo para orçamentos previsões e afins só nos podemos rir, para não chorar...
