Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, novembro 03, 2006

"Há vida para além do orçamento!"

Ai que saudades se tem do Presidente Sampaio e suas frases míticas.

Míticas porque parece que já ninguém se lembra delas. Parece que aconteceram noutro planeta, onde o povo era verde e falavra apenas em sons... enfim... ficção ciêntifica.

No entanto, finalmente percebi o que o Presidente queria dizer... era uma dica ao Presidente Lula.

Recêm vitorioso no Brasil, este marco da democracia latino-americana, comprou os votos. Comprou os votos dos excluidos, dos marginalizados, dos iletrados, dos pobres, enfim... de 50% do povo brasileiro. Juntamente com este, os restantes 10% são os intelectuais de esquerda que, como em todo o lado, polulam alegremente à procura do próximo Che para idolatrarem.

Portanto, a economia que crescia a 7% quando ele chegou cresce agora a 3%, culpa obviamente do capitalismo sem rosto e não do Presidente que entre mensalinhos e mensalões, ocupações nas explorações petroliferas e de gás na Bolívia e Venezuela, tem metade do partido preso e a outra metade implicada nos escandalos e por prender.

Pergunto:

O Presidente não sabia de nada? Não sabia que o Presidente do Partido era corupto. Que o presidente da câmara dos representantes era corrupto. Que o partido recebia dinheiro em troca de favores políticos. Que os deputados recebiam dinheiro para votar em certas medidas ou sentidos.

Se sabia é ladrão e mentiroso. Se não sabia é honesto mas incompetente.

"Either way, Brasil loses"

P.S. Gostava ainda de perguntar a todos aqueles que se queixam da classe política e vangloriam o presidente/torneiro mecânico, com que cara vão exigir mais transparência e luta contra a corrupção se andam a lutar por um homem que dá a cara por um partido de corruptos?

P.S. Casos com o brasileiro, existem em países terceiro mundistas mas também em Portugal. Lembro apenas o caso do Sec Est Armando Vara e o Saco azul ou mais recentemente o Estudo das Scut.

Costuma-se dizer que quando estes trapaceiros ficam muito tempo, "caiem de podre".