Alberto João Jardim
Já em tempos falei da duplicididade desta figura, por um lado régulo ainda incontestado da Madeira, senhor da ilha verde que joga de sua posição de poder com a região usando de 30 anos quase de domínio incontestado para alimentar camarlhas locais e negócios.
Por outro lado, figura de bonomia indiscutível, dotes políticos certeiros, acutilância verbal e bastante cultura no vocabulário. AJJ conhece bem a região, mas melhor ainda os políticos de Lisboa.
Se AJJ e o PSD-M são régulo inconstestados da Madeira, não é menos verdade que o Bloco Central é o senhor da comunicação social e consequentemente dos desígnios do continente. Eu cá não tenho dúvidas, é isso o que irrita ao PS, ser durante 30 anos despojado do domínio de uma parcela do pais e suas riquezas.
O assomo de moralidade das contas da Madeira induzido pela corte socrática também deverá ter como agenda escondida, mais uma tentativa de assalto ao BAstião social democrata, mas mais importante ao seu "corte", "parcela" ou porção do bolo...de mel ou do caco conforme as preferências do bom leitor.
Com estudos como as SCUT's faz bem AJJ em apontar baterias a Sócrates, com Governadores como Constâncio faz bem em não considerar o Banco de Portugal como entidade credível, a luta é bem suja e de expedientes baixos, mais por parte do Governo que tenta por um frontespício respeitável para um projecto de total controlo e manipulação dos desígnios da nação ao PS.
Para bem da nossa lucidez a teoria da Pequena Aldeia na Gália (ou no Atlântico) da qual AJJ é o paladino contra um projecto expansionista socialista também não pega, em casos específicos, conseguiu obter do continente concessões, inclusive de governos do PS.
Nem um lado nem outro estão certos, mais ainda por serem a mesma face de um sistema político envelhecido e dominado por cassiques com bolor, contudo por a personagem ser interessante oferecemos para fim de semana uma resenha por tópicos de temas interessantes focados pelo S. Jardim:
-Reforma de sistema "fandango" constitucional
-Banco de Portugal não ser entidade credível
-A situação das contas da Madeira não é tão simplista como o Governo PS a pinta
-Há expedientes políticos claros entre a actuação de governo e o PS Madeira
-A comunicação social encontra-se controlada pelo PS e seus algozes
-As Empresas públicas são mal governadas e causam prejuízos ao erário público que em última instância são suportados pelos contribuintes
-O Primeiro Ministro não hesita em manipular expedientes contabilisticos a seu bel prazer ou fins
LAmentavelmente só vi os últimos 15 minutos de uma entrevista que foi acima de tudo franca, aberta e pouco politicamente correcta. Estranhamente para além de postura sempre militantemente agresssiva de jornalista, os ecos na comunicação social de hoje foram fátuos...
Ainda há coincidências?! Não creio!
