Com que entao o Iraque nao interessava...
Antes de mais, o Partido Democrata, como se esperava, ganhou as eleições (não obstante aqui no blog haver quem tivesse esperança num resultado distinto).
E ganhou porque conseguiu colar as desgraças do Iraque ao Partido Republicano.
Entendiam os meus co-bloggers que os resultados eleitorais das intercalares de ontem nos EUA não reflictiriam uma opinião negativa dos eleitores quanto às políticas de Bush e, em particular, às sucessivas más notícias vindas do Iraque.
Não obstante os factores locais terem sempre influência nos resultados eleitorais deste tipo de eleições, neste caso a motivação dos votantes não assentou em questões de mera política local ou estadual.
Aliás, o mesmo aconteceu recentemente duas vezes em Portugal (autárquicas do pântano de 2001 e europeias de 2004) e também no Reino Unido (locais de 2006). Em todas estas eleições assistiu-se a um voto de protesto contra as políticas governamentais e não (como se poderia pensar) a uma mera ponderação de interesses municipais ou de qualidade intrínseca dos candidatos.
Não há qualquer casulo isolante quando um partido de governo concorre a outras eleições: se as coisas lhe estão a correr bem, aproveita um vento favorável; se as coisas não estão a correr de forma positiva, os seus candidatos são penalizados por esse facto. Desta feita o beijo foi de morte.
Mas isto agora não interessa nada. Mais vale mesmo ouvir directamente da tromba do elefante: "I recognize that many Americans voted last night to register their displeasure with the lack of progress being made in Iraq."
"I'm obviously disappointed with the outcome of the election and, as the head of the Republican Party, I share a large part of the responsibility,"
Segundo a CNN, Bush dix it.
E a prova que Bush está a tirar efectivamente estas ilações é a demissão hoje de Donald Rumsfeld, depois de anteontem os editoriais das publicações militares representativas dos três ramos das forças armadas - Army Times, Navy Times, Air Force Times e Marine Corps Times – terem pedido a sua cabeça.
Esta rolou tarde, mas rolou.

CAro PT,
Essa ânsia de sangue deriva de algum complexo jacobino dos tempos da revolução francesa? «Rolou tarde mas rolou!»
Pena é que uma ideia alternativa ainda nao vi nenhuma...
Assino anonimous mas DML (a password n esta registada em casa)
9:29 p.m.