America Votes 2006 - o rescaldo
Pois é. E o presidente Bush perdeu as eleições. E perdeu o controlo da Camara dos Representantes. E do Senado.
Rolam cabeças. Aquelas que deviam ter rolado há tempos. Mas que erradamente ficaram no sítio para ser sacrificadas no dia das eleições. Não foi mal pensado, mas de facto revelou frieza e tacticismo só ao nivel de Rove.
No entanto, caro PT, queria relembrar uma coisa. Ninguém neste espaço é pró ou contra Bush. Tentamos dar a nossa opinião quanto aos factos (Iraque e outros) e face a eles apoiar quem estiver mais próximo das nossas ideias. Digamos é olhar para o mundo (americano, in casu) e pensar que ele gira à nossa volta.
No caso concreto, continuo tal como à três anos a pensar que a invasão do Iraque foi uma boa medida, concretizada de forma brilhante, mas com falhas graves quanto à gestão do país após prender e retirar do poder todos os membros do Baas. É por esta má gestão, nunca assumida até à poucos dias atrás, que o governo Bush tem penado com baixas taxas de aprovação e que atingiu esta derrota eleitoral (uma das muitas razões).
Os americanos foram maioritariamente a favor da guerra, conforme votação no Senado e na Camara dos Representantes. Mas os 3.000 mortos que ela já colheu fazem a sua mossa, e por isso, a tendência pacificista da sociedade ocidental nomeadamente das grandes metrópoles americanas tem o seu peso.
No entanto, nunca lhes foi transmitido aquilo que aconteceria se a invasão e a batalha pela democratização não for vencida. Essa discussão, que os democratas (tal como Clinton) não querem ter, optando pela solução mais fácil de por e simplesmente tirar de lá todas as tropas, tem de ser tida, e suportada pelo governo americano. Pensar que recuar do Iraque, vai soluccionar o problema é não ter em consideração a proximidade com o Irão, a Síria e os inúmeros grupos terroristas que estão ansiosos por essa saída para poderem ter mais um aliado de peso.
Mas enfim. A mob votou. Votou nos candidatos que entendeu serem melhores para o futuro do país. Votou condicionada por um quarto poder que nos EUA o assume. Votou sem ter resposta ao Iraque. E pelos vistos, votou na Paz.
É sempre bom, quando os pacifistas somos todos nós.
É apenas mais um passo para a vitória do Califado.

'Não foi mal pensado, mas de facto revelou frieza e tacticismo só ao nivel de Rove'.
Por momentos, estive quase a defender o casamento entre homens.
Rove, amo você.
PS - o 'mob' em itálico era 'povo' ou 'máfia' mesmo?
1:11 a.m.