A bela e o monstro!
Apontando o crivo da marreta ao OE de 2007, tentarei por breves linhas tocar a filosofia de fundo do OE para 2007 e da mentalidade de estado social de Socrates e do PS.
O monstro aumenta, a consolidação orçamental à moda portuguesa continua a ser feita prioritariamente à custa do aumento das receitas. Ou seja o monstro tapa-se com as garras, recorrendo crescentemente a aumentos de impostos estupidificantes como o imposto de selo que hoje paguei na conta do banco sabe-se lá porque, o aumento dos impostos sobre os produtos petrolíferos, mais 2.5 cêntimos por litro e 2.1% de actualização conforme a inflação, pois estranhamente o barril de petróleo e o litro de gasolina encolhem 2.1% por ano, isto quanto a matéria prima cotada em mercado internacional etc... Enfim mais a ecotaxa que serve como escamoteado e encapotado imposto, enfim mais uns troquinhos...
Continuando, as garras do monstro cravam-se mais fundo para os titulares de rendimentos da categoria B, de modelo simples passando estes somente a ter como presumido o rendimento de 30% para despesas ao inves dos anteriores 35%. Enfim só 5 % o que custa pro monstrinho!
Escolho de entre as diversas medidas, uma emblematicamente estúpida, fruto da quadrada mentalidade tirÂnica estatal, o imposto de selo por assinatura em contrato de trabalho por parte do trabalhador é dividido proporcionalmente entre a entidade patronal e este, ou seja 2,5€ para cada um, é claro que o monstro faz a sua aparição para mais umas migalhinhas, taxinhas e afins...
A piece de resistance é contudo a criação de mais "taxinhas e taxetas", aumentozinhos e belas actualizações, acrescentos e merdosices que nos esvaziam o bolso. Enfim a bela da mão invisivel, não do mercado mas sim do monstro, que ao abrigo de principios de solidariedade social, coesão ou outros louváveis ou que revestem a capa de alguma honorabilidade servem somente para alimentar o monstro a petit-fours e tarteletes, canapés e entradinhas que fazendo-nos crescentemente mais pobres em nada benificiam o nosso bem estar, muito antes pelo contrário, servem somente de meros paliativos para o monstro criado pelos delírios do bloco central...
Enfim a bela da taxa, ou consoante a preferida iguaria gastronómica seja baptizada pelo leitor. Eu cá para mim digo, assim não dá, daqui a 10 anos ainda estaremos a discutir umas taxas proporcionais ou outras coisas parecidas, semelhantes ou análogas... Isto assim não dá...
