Exames, igualdade e fraternidade...
O ministério da educação para o desemprego já nos elucidou que as recentes provas do 4º e 6º ano são somente de aferição. Ao mesmo tempo as dos 9º e 12º ano têm uma baixa ponderação nas notas finais ou de candidatura à universidade.
Obviamente que deveria causar espanto e também uma profunda discussão pública acerca da importância dos exames e seu papel na vida dos alunos. Exames sim, mas somente de aferição do Estado de coisas, o que interessa que metade dos alunos não te tenham positiva em exames do 4º, 6º e 9º ano?
Rigorosamente nada, ou seja de acordo com standarts definidos pelo Ministério metade dos alunos não demonstram ter conhecimentos mínimos em matérias como português e matemática, boa parte dos professores não conseguem fazer o seu trabalho com competência, ou seja ensinar, e o sistema de ensino limita-se a deixar os alunos passar de ano para ano, pois o que interessa é uma escolaridade mínima, mesmo que não saibam fazer contas ou escrever duas linhas de português...
È a já costumeira deriva igualitária esquerdista, ou todos burros ou todos com canudo, chumbar são coisas repressivas e fascistas. Pensar e exprimir-se também...
Belo serviço que se presta à Nação... Interessa é passar e obter o canudinho, se mais tarde o destino será o desemprego, aliado a uma enorme frustração pessoal,polvilhada com a já lusa ignorância, tanto melhor, o Estado que os educou, o Estado que os empregue um dia mais tarde...
Esclarecemos pois, a deriva é igualitária pois não interessam as capacidades, o prémio aos melhores, o reconhecimento em provas iguais e com os mesmos critérios de avaliação que uns e outros têm capacidades diferentes e que, imagine-se senhores nem todos têm vocação para uma licenciatura ou mesmo para a escolaridade completa. O raciocínio parece crú e mesmo desumano contudo é bastante mais justo que o presente sistema, atribuir qualificações indiscriminadas a todos é simplesmente condenar a maioria a uma vida de baixos salários e más qualificações, bem como à precariedade laboral uma vez que o número é sempre mais forte que a qualidade... Tão simplesmente isso, o nível salarial é baixo por cá pois as empresas habilmente sabem que há um superhavit de licenciados, bons ou maus não interessa uns quantos bons têm sorte, os maus condenados a uma existência precária pululando entre baixos salários e vínculos laborais sempre efémeros...
Resultado os bons e maus são engalfinhados num mercado de trabalho distorcido pela lei e pela cunha... Bonito serviço!
Quantos bons licenciados se encontram em todos os cursos anualmente?
Um dos objectivos de um sistema de ensino deveria ser sim formar de acordo com as vocações e capacidades dos alunos, exames provas psicotécnicas e demais elementos de avaliação são sempre bemvindos, os resultados poderão ser crueis e se calhar nem todos, filhos de ricos ou pobres não são orientados para certo percurso escolar, contudo caberia ao sistema orientar os mesmos nesse sentido, não tratar os mesmos como animais de engorda que depois de pastarem pelos estábulos e prados que são as escolas são simplesmente carne para o matadouro que é o mercado de trabalho.
Espanta-me em todo o caso que do léxico do Ministério da Educação não constem palavras como "vocação", "talento" etecetera....
