Médio Oriente, Israel, terrorismo e seus mecenas...
Os que julgam que a presente escalada no Médio Oriente é algo de completamente inédito e nvo desenganem-se. Estamos perante uma situação de mais do mesmo ou mesmo do mais.
O mesmo, o Líbano, desde que Israel e a Síria estabeleceram um acordo de fronteiras resultante do pós-1973, guerra do Yom Kippur, a disputa entre ambos é feita em terra de nínguem, sendo que esta é o Líbano, vizinho mais fraco de instavel desde tempos imemoriais. A Síria pagando, apoiando e municiando grupos terroristas, Israel atacando os mesmos nas suas bases operacionais, normalmente no Líbano mas também na Síria. Se bem que ataques a solo sírio sejam rodeados de especiais cautelas dado a potencial escalada dai resultante até há poucos anos faziam sempre parte do catálogo de retaliações típicas.
Hoje contudo as coisas requerem mais cuidado e sensibilidade, não apenas porque ainda não houveram actos de agressão por parte da Síria, mas também pela extrema volatilidade internacional da zona, que aliada a uma alta nos preços do petróleo e a um Irão crescentemente hostil devem ser rodeados de especiais cuidados. Da Síria se espera o de sempre, apoío aos Hezzbolah's e outros, bem como um retórica ao anti-semita aliada às costas quentes que o Irão proporciona.
Curiosamente quando a retórica árabe é forte esconde-se sempre uma fraqueza por debaixo sempre foi assim, sempre o será é quase uma questão cultural. Prova, Israel faz gato sapato no Líbano com a passividade do Mundo Árabe. Os que se divertem a empolar esta crise são os mesmos que declinam responsabilidade em construtivamente ajudar a causa palestiniana que hoje, mais do que nunca conhece possibilidades de sucesso, dentro de um quadro mais favorável.
Curiosamente a raiz do problema é sempre a mesma, os palestinianos são o parente pobre e abandonado do médio Oriente, todos os países da zona os usam de forma a prosseguir políticas próprias, a Síria e o Irão de forma a exportar o terrorismo e cravar eternamente um espinho em Israel, o Egipto até 1973 também optou por usar esse povo em moldes iguais, conseguindo apanhar duas "tareias" na Guerra dos 6 dias em 1966 e mais uma vez em 1973, finalmente Sadat lá viu o óbvio que Israel é militarmente mais forte e imbatível nas presentes e futuras circnstâncias.
Israel, representa um espinho para todos os árabes? Não cremos, Israel é sim um incómodo pois lembra a todos que ganhou pelas armas o direito de existir, contra tudo e contra todos os vizinhos, isso só por si causa incómodo a muitos mullahs e ahaitollahs. Israel é somente um instrumento, um bode expiatório da corrupção pobreza, misérias e agruras dos povos árabes da zona. Israel é próspero por muitos factores, a sua sociedade é mais liberal e democrática, tolerante e livre. Onde grassa a corrupção, pobreza e miséria é nas Sírias, nos Líbanos, no Egipto e noutros países árabes que governados por oligarquias corruptas se apegam á existência de Israel e dos EUA como forma de demonstrar o seu insucesso. Não é por acaso que a estratégi Sharon estava a resultar, com erros e custos manifestos mas representanto a primeira hipótese de uma paz longa e duradoura a expensas menores para os Palestinianos. O controverso muro faz todo o sentido dentro de uma política de contenção, com eventuais custos sociais mas também realizado à custa dos colonatos que se foram instalando e desalojando a custo.
Os mecenas do terrorismo pouco querem saber do povo da Palestina, da sua prosperidade, educação ou desenvolvimento, para estes representam somente uma arma numa campanha contra um Estado forte que se instalou para ficar e que goza de apoío do Grande Satã Americano. É no fundo somente política, manietando ao mesmo tempo interesses próprios através de outros. Pergunta-se o que ganharam o Hezzbolah e a Fatah com esta parceria indissolúvel com a Síria e o Irão? E o que ganham estes estados com o fomento do terrorismo?
O jogo mudará quando o Irão for uma potência nuclear? Nada disso, Israel já o é há muito... O Irão quer somente igualar Israel e ganhar a vanguarda da luta Islâmica no Médio Oriente, precisamente a beleza dos arsenais nucleares é essa, são para mostrar , não para usar, a situação escalará mas não entornará.
Uma palavra apenas para o catalizador desta acção, o rapto de um soldado israelita, ora se a resposta não fosse a que o Estado Judaico está a dar qual poderia ser? O multilateralismo, pedir uma missão de observação do conselho da Europa?
Enfim, politics is politics, o resto fica pros Zapateros e Chiracs e outros amadores ignorantes...
