A lógica da batata!
Erradamente designada por "Guerra" pelos mass media nacionais, operações militares no Líbano levadas a cabo por Israel continuam a bom ritmo, intercaladas com salvas de mísseis enviadas pelo Hezzbolah.
Estado de Guerra pressupõe hostilidades declaradas entre dois paises soberanos e assim reconhecidos pela comunidade internacional. Ora e maugrado o que muitos gostariam não existe guerra pois o Líbano não é em plena acepção um Estado. Dentro do Líbano existe outro estado, o do Hezzbolah que impunemente detém em concorrência com o Líbano o monopólio da força e outros privilégios que assistem expressamente a esta figura do direito internacional.
Ente este que, a título meramente exemplificativo, ao contrário do que mandam as regras da guerra se esconde na folhagem que é proporcionada pelos civis, ente que lança os seus projécteis indiscriminadamente e sem qualquer aviso ou alvo sobre as cidades de Israel, ente financiado por países limítrofes como a Síria ou o mais longínquo Irão a despeito de todas as convenções internacionais ou prácticas aceites...
Ora o que acontece no Líbano não é novo, nem sequer recente, dura desde sempre, desde o dia em que algum o "mundo árabe", seja lá o que isso for, uma vez que por maioria de razão o mundo ocidental deveria ser referido como o "mundo cristão", uma vez ambos os conceitos assentam numa partilha comum de valores religiosos e sociais, decide de forma aberta e impune apoiar o terrorismo contra Israel que para os mesmos mullah e ayehotollahs não têm sequer o direito de existir.
Ora o que seria de esperar de qualquer estado, combatesse o Hezzbolah aondeeste se situa, se o Líbano não têm capacidade para tal então cabe aos estados ameaçados, ao abrigo do seu direito de legítima defesa proteger o seu povo.
Ora Israel contudo, não goza dos mesmos direitos que os outros paises no crer de muita gente, ora quando os terroristas lançam ataques indiscriminados são azares, fenómenos sociais, choques de civilização ou tretas(como dizia P.Pereira) correntes para justificar o terrorismo, se for Israel que de forma pública o faz, utilizando armamento "inteligente" aí os critérios são outros, bem como os humanismos, devendo ser o imperativo de qualquer pessoa render-se as evidências dos "algozes"judaicos do tio sam contra os heroícos terroristas do Hezzbolah!
Reduzir o problema a isto é no mínimo absurdo e só numa mente ignorante e perversa encontra respaldo ou mesmo compreensão.
Operações militares, por mais inteligentes que sejam não são coisas agradáveis mas são necessárias por vezes para enviar sinais politicos claros e inequívocos, se a Síria ou o Irão enveredarem pelo caminho de ameaçar Israel já sabem o que os espera.
Recentes declarações de Damasco avisaram o Governo de Tel Aviv de que implicará guerra uma ocupação do Líbano, ora em caso algum Israel irá por este caminho, não por medo da Síria ou do Irão mas sim porque os limites estão traçados, a acção visa punir e aniquilar a capacidade operacional do Hezzbolah, não ocupar o Líbano.
O sinal sírio é claro, podem partir o Líbano á grande e à francesa, bem como as organizações terroristas que por ai pululam com uma condição não o ocupem, a coragem síria salta á vista e tareias como as que por diversas vezes apanharam desde a fundação de Israel não são para repetir...
Enfim, o Líbano continuará miserável, uma vez que a Síria e o Irão continuaram a patrocinar franchises de terrorismo, ao mesmo tempo que Israel se defenderá à mínima ameaça externa sobre os seus civis, é a lógica da batata!
Interessa somente ter olhos na cara para ver quem se defende e quem patrocina o terrorismo que se esconde impunemente entre civis...
