Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, maio 12, 2006

Um post excepcional!!

Não obstante as fracas qualidades do seu autor, os parcos recursos estilísticos a limitadíssima qualidade da escrita, bem como o longo historial de chumbos e más notas a português que ainda hoje assombram o autor este será um post excepcional.

Não o autor não melhorou nem tragou um dicionário durante a noite, e muito menos foi iluminado por uma inspiração divina ou diabólica, o post será excepcional pois será abordado um assunto que na sua vertente lúdica ou puramente de entretenimento não costuma ser abordado, o Campeonato Nacional de Futebol 2005/2006. Dias viram em que trataremos do histerismo provocado pelo cada vez mais próximo Mundial de futebol, as massas ululantes e buzinantes, os comentadores da praxe com os comentários de sempre, o estertor patriótico que tomara de assalto o País fazendo o país rodar a 180º sobre o seu eixo, passando do estado de depressão moribundo a um assomo patriótico arrebatador, a bandeiras, gritos e berros etc... Mais interessante será quando se cair na real, seja por uma participação inglória seja por uma derrota, sinceramente e se não tocar nada de mau ao meu FCP a mim...tanto me dá é da maneira que se trabalha menos nesses dias...

Voltando sim à paixão irracional do autor, o FCP que, como regra foi campeão nacional. Dizemos como regra já que na última década o FCP foi 7 vezes campeão nacional, uma normalidade excepcional diram os adeptos e sócios, o Estado do país e da corrupção e da justiça e mais a ladainha do costume das velhas carpideiras de sempre.

Adiante, o meu FCP foi campeão, desculpa lá oh AOC tar sempre a repetir, a época foi longa e controversa, não me agradam as opções do treinador e muito menos a sua política de gestão de recursos humanos mas mérito lhe seja dado as opções resultaram. Alias o grande vencedor desta época não é Pinto da Costa é sim Co Adriaanse, contra tudo e todos, impos o seu modelo e maneira de jogo. Obviamente que com muita asneirada pelo meio leia-se, opções mais ou menos discutiveis mas com resultados palpáveis e levando a cabo a tão necessária transição, criando novos valores e referências no FCP.

È verdade que a concorrência também deu abébias, como todos claro, tivesse o SCP arrancado antes ou mesmo superiorizado em sua casa e a história seria outra, mas não foi...
O FCP foi campeão por diversos motivos dos quais saliento somente dois, o "bairrismo" ou "regionalismo" e o da estabilidade e da perenidade. Primeiro pelo "bairrismo" como pretendem muitas vezes denegrir os adversários, o FCP é um clube local ou quiça regional mas com uma implantação crescente a nível nacional. Felizmente não somos 6 milhões e não estamos sujeites aos arrufos de viscondes, somos pequenos, da cidade do Porto e arrabaldes, não obstante honrosos e corajosos adeptos que vivem fora dos muros da cidade invicta, especialmente para o Sul. È essa a maior força e fraqueza do FCP, força já que as hostes são mais unidas, o Porto dista em 300 km's de Lisboa tornando assim o FCP um clube muito mais estável e menos sujeito a infiltrações ou capas de jornais que causam problemas de balneário. Felizmente no FCP também há problemas de balneário, guerras entre dirigentes e associados e mesmo claques contudo e sendo o clube menos representativo e secretivo as coisas resolvem-se com mais facilidade intra-muros. Por outro lado é verdade que pode ser uma fraqueza, nos anos em que os resultados desportivos e as exibições minguam, dentro de um clube com menos adeptos é mais difícil encontrar soluções ou mudanças, quereis um exemplo disso, as épocas de Fernando Santos, a imbecilidade que foi ter Octávio Machado a treinar ou a já muito comentada época anterior.

Os que se gabam de serem 6 milhões ou oclube dos viscondes de chinelo no pé, ou de sapato de dedo à mostra esquecem-se de que o futebol se joga nas quatro linhas e aí nos últimos anos ninguém rivaliza a nível interno com o FCP, desculpa lá oh AOC (mais uma farpa!!). Continuando e aproveitando o balanço já que o tema é propenso a menor racionalidade, o FCP têm menor implantação a nível de torcida em Portugal, é um facto, mas na Europa do Futebol é um clube respeitadíssimo e conhecido, que não obstante derrotas frente ao Artmedia é sobejamente conhecido por boas equipas e resultados, mas também por dirigentes sérios e cumpridores, prova do mesmo é o facto do FCP ser membro fundador do G-14.
Desde há muito Pinto da Costa entendeu uma coisa que somente LFV parece ter entendido, que não interessa ser grande em Portugal pois este sumidouro é pequeno, interessa sim ser grande na Europa, essa foi a estratégia na qual o FCP embarcou desde 1982 e com os resultados conhecidos... Quem diria há 20 anos que a época do dragão chegaria e pra durar?

Continuando esta ode de uma só cor, "azul e branca", o outro aspecto que interessa sublinhar na campanha deste ano do FCP é a estabilidade, estrutural, emocional e financeira. Falar destas vertentes é falar de Pinto da Costa, homem controverso que inspira entre a clique de adversários um sentimento misto de admiração e inveja há um elogio que se lhe deve fazer, fenómenos como Dias da Cunha, Luís Duque e outros que venceram um campeonato e depois foram triturados depois de afastados os fumos da vitória não chegam sequer aos calcanhares de Pinto da Costa, seja como político, empresário ou homem. Tentemos uma explicação...económica ou de mercado. O FCP vêm a superiorizar-se de maneira claríssima da concorrência desde 1982, ora desde aí o mercado de dirigentes não foi capaz de produzir alguém que se superioriza-se ao "Papa".

Derrotas e épocas más já conhecemos todos os que gostam de futebol, ao invés contudo dos restantes clubes no FCP pós-1982 há uma constante, Pinto da Costa é presidente e as vitórias alternam com derrotas. Porque? Não é o momento de explicar, somente de sublinhar de forma vêemente o seguinte, Pinto da Costa já perdeu, foi ao tapete e levantou-se, conheceu a derrota e aprendeu com ela, melhorou e consegue ser superior aos concorrentes. Ora é este o ponto, a forma como se avalia um homem é a maneira como este lida com a derrota e aí Pinto da Costa continua a tirar coelhos da cartola como poucos. "Portismos" (não do Paulo Portas) à parte á aí que Pinto da Costa bate os outros ao palmos, porque é um grande Homem, porque fez erros e ultrapassou os mesmos, porque depois de passados os fumos da vitória aguentou-se à borrasca como poucos, o barco abana mas o comandante têm a mão firme, ele derrapa mas não caí.

Terminando somos um clube pequeno mas só fora das quatro linhas, somos grandes mas fora de Portugal.

à concorrência resta somente uma palavra de conforto, foi digna e valente e...para o ano há mais!

(este post não foi revisto, lamentam-se os erros de sintaxe ou de escrita!)