Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quarta-feira, abril 26, 2006

Um dia em casa

Todos os meus caros leitores, deverão ter tirado um dia de férias para ficar a vegetar em casa. Espero que sim... para V. bem.

Bem sei que o tempo está mais para praia, mas uma conjugação de factores obrigou-me a estar em casa, num dia solarengo, supostamente a terminar um trabalho...

É claro que de trabalho, podemos dizer que teve pouco. Um misto de cansaço com algum desinteresse momentaneo confesso. No entanto este dia deu para verificar um conjunto de coisas, e que passo a descrever através de bullets, até porque não tenho tempo para dissertar sobre estas questões.

- Passar o filme "O nome da Rosa" às 3 da tarde. Parece-me bem, mas talvez um pouco violento, enquanto nos outros canais passava o grande beethoven (não o compositor mas o cão) e o pEstinha. Questão de serviço público...

- Morangos com Açucar. Posso afirmar que não faço parte daquela geração... pensava que sim, mas pah... não vai dar. Malta de gel no cabelo ás 9 da manhã (hora da série), pintadas até mais não, com roupa fashion e colorida como se vivesemos no Rio de Janeiro. Ah! E um rapaz que faleceu, que continua a aparecer e muito (será que já era assim antes?).

- Noticiários das 8. Erros de português, perguntas descabidas, reportagens escabrosas, entrevistas com o Bibi, e MSTavares dizendo que o dia mais feliz da vida foi o 25 de Abril de 1974. É caso para dizer: "Miguel, não se passou nada mais interessante de lá para cá?".

- Discussão de bola. Fiquei a saber que existiam acordãos do Ministério Público que ilibavam pessoas. Esta história de qualquer badameco falar sobre questões de direito, invocando o in dubio pro reu, como quem pede uma sande de chouriço... enfim... Não podes fazer nada.


P.S. Poderá dar a ideia que não fiz mais nada senão ver televisão. Errado. Tive com um olho no trabalho, e outro nos ciganos, vulgo, as televisões.