O regresso do Carioca!!
Pois é para tristeza mútua do leitor que se fustiga a si mesmo com a leitura destas linhas escritas com a pueril paixão dos 26 acabados por fazer, ele voltou depois de périplo anunciado por Dr. AOC em praias de Copacabana e ainda melhor, de Ipanema.
Tantos tópicos pululam no espírito do regressado e mentalmente ressuscitado Lázaro que um só post não serviria.
Em prol da criação de intimidade nestas linhas com o leitor de forma a que ele julge de forma mais abonatória o seu estilo crú e muitas vezes não revisto resolvemos tratar em primeiro lugar da paixão que o mesmo nutre pelo Rio de Janeiro.
O Rio é uma cidade especial, os seus picos que cortam a paisagem urbana caractreristica de qualquer metrópole e que tornam a sua construcção sui generis, a sua mistura de pessoas de diferentes níveis e classes sociais, a beleza de suas praias a sua flora e fauna (feminina) etc... podiam justificar um post interminável que por ventura esgotaria rapidamente o exíguo léxico do autor do seu elogio e que seria de pouco para descrever a bela cidade que como tudo têm o seu lado menos belo.
Fruto de seu relevo e geografia, o Rio têm uma traça única, está tudo à vista... Não somente a pobreza individualizada ilustrada pelos que dormem nas ruas de Copacabana ou do Leblon, mas também e mais interessante para o post a generalizada ou seja da Avenida Vieira de Souto com seus condomínios luxuosos perscutam-se diversas favelas, sucedendo o mesmo em relação às favelas. Uma estranha cumplicidade parece envolver os seus habitantes que ignoram estas desigualdades, no Rio temos perfeita noção que a paz social é estabelecidada de uma forma muito peculiar, a riqueza de uma habitação ou de um estilo de vida é admissível se não for ostentatório, trajes demasiado berrantes chamam a atenção, carros demasiado vistosos ibidem, os que optam por agir e ostentar desta forma têm plena consciência a posse destes bens levam a que se tornem alvo de criminosos. O contrário sucede também...bandido demasiado violento ou ganancioso será sempre apanhado e provavelmente abatido pelas forças de segurança.
Não são estas as caracteristicas que me atraem no Rio, mas essas ao menos em parte guardo-as para mim.
Aproveitando a América do Sul e o escaldante tema do petróleo chamamos a atenção à revolução Boliviana do "Cocalero" Evo Moralles. Parece que na Bolivia o Evo sem gravata entendeu que as riquezas naturais deviam ser do Estado de forma a que todos possam beneficiar das mesmas. Evo-ine, discípulo de Lenine lança o já comum programa de apropriação dos diversos sectores da economia pelo Estado. Mais nacionalizações se seguiram de acordo com Evo-ine.
Ahhh pena o Vasco Gonçalves não ser vivo para ver que a sua herança perdura, num campeonato de Gonçalvismo radical o despique seria até ao último minuto. A retórica do "cocalero" é a já costumeira dos Robin Hood's de esquerda, vamos roubar aos ricos para dar aos pobres. Na prática claro o que se consegue é tornar os ricos pobres e os pobres mais pobres ou tão pobres como os ricos. Nada de novo, nada antes visto, nada que não tenha um final brutal e sanguinolento sem dúvida. Estranho que o Evo e Chavez vendam e ponham em prática a sua nauseabunda e putrefacta doutrina marxista em países ricos em petróleo no preciso momento em que o crude ultrapassa máximos históricos.
Meus senhores é a Globalização no seu melhor, as políticas que conduziram a breve trecho à ruína e empobvrecimento desses paises são financiadas por dólares americanos... O momento político na América do Sul é merecedor de atenção, o Chile, Argentina, Bolívia e Venuzuela cairam nas mãos de governos que embora sendo democraticamente eleitos somente contribuiram para a disseminação da pobreza de uma forma democrática levando a médio prazo à falência do modelo democrático e a que os militares ou outros grupos venham tomar em mãos o poder. Tal pode não ser verdadeiro no Chile ou na Argentina mas na Bolívia e Venuzuela inchadas pelos petro dólares será somente uma questão de tempo...
Democracia implica maturidade e responsabilidade na escolha, os mesmos que criticam a mínima língua de populismo de direita são os que vibram com os discursos de Evine ou Chavsky!
Lembrem-se do Chile em '73, depois do devaneio de Chavsky e Evine (perdão mas adoro a expressão) uma ditadura militar a la Pinochet virá mesmo a calhar...
