Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, maio 08, 2006

MI nombre es Castro... Ribeiro e Castro

Bem sei que o título causará alguns arrepios ao meu caro DML. Ainda assim, ao assistir durante a noite de ontem aos discursos do Presidente do CDS-PP, e da chamada minoria de bloqueio (Pires de Lima, Telmo Correia e Nuno Melo) não pude deixar de pensar como os partidos políticos em Portugal são cruéis com quem os governa.

Lembrei-me daquilo que, no PSD, fizeram com Fernando Nogueira, um dos delfins do Prof. Cavaco Silva, e que foi trucidado pela máquina do PSD, comandada com mestria desde então por Dias Loureiro e Marques Mendes. São estes que permitem qualquer um ser ou não Presidente do PSD.

Ora, no PP, é o próprio PP (Paulo Portas) que comanda os destinos do Partido. Obrigando um bom samaritano ( e não ponho em causa as ideias e valores que defende) a vir para a frente de um Partido sem ideologia, sem propostas, sem rumo, sem líder.

É claro para toda a sociedade portuguesa que o grupo parlamentar do PP tem refêm o Sr. Castro. E vão continuar a ter. Independemente de votações mais ou menos expressivas. Independentemente de declarações mais ou menos inflamadas de Maria José NP ou Lobo Xavier.

E mesmo adoptando uma postura "castrista", no sentido de que ou se está comigo ou se está contra mim, muito pouco democrata cristã.

É triste ver uma pessoa a tentar comandar um destino que o ultrapassa... e não aceitando as coisas como elas são, ou seja, o CDS PP não existe enquanto Paulo Portas não o quiser comandar ou deixar comandar.

Esta é a mensagem que os três apaniguados de PP fizeram passar, e que os votos transpareceram.

Pena é que no fim do Congresso, Castro não tenha batido com a porta e viajado para o seu endereço final... Bruxelas.