Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

domingo, abril 02, 2006

Manifesto Liberal

Hoje faz 30 anos que foi aprovada a Constituição da Republica Portuguesa.

Em 1976, em clima de pós-revolução, foi desenhada uma constituição que já na altura não transparecia o desenho político do país, e que hoje é claramente um entrave ao desenvolvimento do mesmo.

Relativamente à análise da constituição e a sua evolução desde 76, remeto para o texto escrito pelo historiador Rui Ramos na revista Atlantico.

Apenas queria afirmar o seguinte:

A constituição, ainda que tenha sido alterada, e o seu cariz profundamente socialista e estatizante tenha sido esbatido, continua a impedir uma verdadeira política liberal e de centro-direita que este país precisa.

Nenhum governo liberal, com esta constituição, poderá apresentar um programa reformista acerca da saúde, da segurança social e no direito do trabalho.

Se isto é uma constituição democrata, eu sou o Jerónimo de Sousa vestido de pai natal a cantar o hino da Mocidade Portuguesa.

Ver pessoas tão distintas como a deputada Ana Drago (essa democrata), e o prof. Marcelo Rebelo de Sousa dizerem que a constituição de ontem (76) como a de hoje (06) são diferentes mas não influem nas políticas de nenhum partido, é esquecer o conjunto de vetos jurídicos proclamados pelo T.C. e pelo P.R. nos últimos 5 anos (já nem falo dos governos do prof. Cavaco Silva).

Desde o Código do Trabalho, até à alteração da Segurança Social, até à proibição dos despedimentos na Função Pública (nem falo das tropelias face à RTP) são eventos que demonstram a politização que a CRP pode criar.

Dizer que está bem como está, é impedir, como aliás é querido pelas forças de centro esquerda e os bandalhos do costume, que uma política liberal e conservadora seja proposta aos portugueses, em vez de ser feita, como agora, após MENTIR em eleições e usando o poder sobre os media e os tribunais para fazer passar entre os pingos da chuva propostas que são, à luz desta constituição, inconstitucionais.

Quem gosta de jogos florais e de influências nojentas sobre os tribunais, as polícias e sobre os media (vulgo socialistas), deve adorar esta constituição.

Para quem quer a possibilidade de afirmar valores e ideias diferentes, esta constituição impede sequer a apresentação da ideia.

Se isto é democracia, em Angola existe uma igual! A diferença está que aqui é uma família política lá é uma família.

Disse.