Paridades
Se o dr. Monteiro merecesse uma linha da minha parte seria no seu elogio fúnebre (o político obviamente, como até lá não o merece... para esse dia nos guardamos.
Como hj é 6ª F. blogamos duas vezes, desta vez em homenagem à paridade...
O dr. Vitorino na sua cronica pestilenta no DN de hoje fala de quotas e do dia internacional da mulher, nos por cá repugnamos a ideia de quotas seja para quem for a democracia é representativa mas não á la minute. Depois das quotas para as mulheres vêm as quotas para as minorias e travestis etc... Estabelecer quotas para quem quer que seja é criar uma sociedade de estereotipos ou de grupos que pensam, agem e actuam de forma indistinta na qual o pensamento individual é subjugado a uma lógica de classe ou grupo através do qual o Estado decide tratar para efeitos representativos os homens.
Martelar na representaão democrática grupos ou estereotipos é a negação do voto e da escolha individual, a igualdade adquire-se por meio da competência e do reconhecimento social, não de artificialismos legais embarcar por este prisma é negar a igualdade de sexos entre outras acepções do princípio da igualdade.
Aceito quotas masculinas em estabelecimentos recreativos nocturnos penso seriamente que os porteiros deveriam tratar de estabelecer uma proporção de 70/30 entre mulheres e homens a bem da procriação masculina, o darwinismo nocturno começava à porta na qual somente os mais capazes seria permitido entrar... Imaginemos então o interior de paradisíaco Valhalla, no qual valquírias bem arranjadas, com decotes convidativos e ares pouco desgrenhados e libidos em altos níveis hormonais lutavam com as melhores armas femininas pela atenção dos homens...A bem das quotas suportariamos de bom grado a ordalia imposta pela selecção natural.
Nota final: a eulogia fúnebre do dr Monteiro está já no prelo...
