Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Manguito

Um dos temas mais sensíveis dos últimos dias em Espanha tem sido qual a posição a tomar pela Audiência Nacional quanto aos pedidos do terrorista da ETA De Juana de ver a sua pena comutada e dos médicos que o assistem de saber o que fazer com ele.

Porquê?

Porque o Sr. De Juana decidiu - de livre e espontânea vontade - iniciar uma greve de fome que o fez perder trinta quilos e correr risco de vida. Recusa-se terminantemente a ser alimentado e já foi transferido para um hospital prisional onde se encontra a ser devidamente acompanhado.

Ora, tendo o pedido sido apreciado após o atentado de Barajas está-se mesmo a ver qual foi a decisão da Audiência Nacional: recusou o pedido de comutação de pena e, ontem, deu instrucções aos médicos que administrassem sedativos e alimentação por via intravenosa.

Ou seja, fizeram o chamado manguito à ETA. E muito bem. Lá porque um preso decide fazer greve de fome - não estamos a falar de situações humanitárias como uma doença terminal que pode ocorrer a qualquer pessoa, mas sim a auto-colocação num estado débil - não tem o sistema judicial que ter pena do recluso e fazer-lhe a vontade. Os advogados também não foram pobres a pedir, queriam apenas a libertação do criminoso.

Como não conseguiram a ETA decidiu divulgar imagens (tiradas como, ninguém sabe) de De Juana amarrado a uma cama e com a massa corporal de um prisioneiro de campo de concentração, tentando manter viva a questiúncula e fazer do seu líder um mártir. O verdadeiro coitadinho.

Até agora, sem sorte. Esperemos que a Audiência Nacional se mantenha "firme e hirta, como uma barra de ferro."

3 badaradas:

Anonymous Anónimo said...

"firme e hirta como uma barra de ferro" Está bem! O que tu queres, sei eu!
Fagote...

10:22 a.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Este panascão tem de levar com a foice no meio das nádegas.

E, de seguida, com a barra de ferro..

Os outros 2 co-bloggers que tratem disso.

Cambada de panascas!

Dasse

Cumprimentos,

LE PEN

4:31 p.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Concordo com LE PEN

7:00 p.m.

 

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