Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Mensagem de ano novo!

O tempo a vontade e a perguiça são o que nos impedem muitas vezes de escrever tudo o que queremos, nomeadamente o rescaldo internacional de 2006, que já lá vai e ao qual não iremos voltar.

Ano novo vida velha, pelo menos politicamente, parece que com uma leitura pouco espontânea e desinteressante como uma algarvia, o PR lá fez o seu discurso de ano novo. A coisa foi de mal a pior, começou com o personalistico culto ao dito indivíduo que fez de abertura passar um clip com imagens do seu mandato de 9 meses, em camuflado sem camuflado, passando revista às tropas, bombeiros, polícias, criancinhas e idosos dos centros de saude, tudo servido ao som da bela da "Portuguesa". Um grande momento patriótico, só faltou o inolvidável bolo rei, ao som do dito hino, que conhecendo-se bem só poderia ser cantado e à boca cheia...e aberta. Mas adiante a piada era fácil e nós não escapamos à doce tentação da época (já são duas...) ou seja o bolo rei!

Ora o insigne presidente depois de um momento de culto personalistico e tristonho, sem lampejo de bom senso decidiu brindar os cidadãos com umas palavrinhas. Obviamente que não as irei analizar, mas somente salientar o carácter fleumático e tristonho das diversas pitonisas de Delfos que tentam por sentido no que o PR diz. Em bom rigor o objectivo das comunicações do PR será o de dizer muito, dizendo pouco, ou seja permitindo aos diversos intervenientes do círculo político tirar as suas conclusões que em todo o caso não levam a parte alguma porquanto as palavras são vazias, destituídas de sentido e propositadamente ambíguas, servindo assim para agradar a todos sem agradar a ninguém.

Parece que o PR virou à direita e deixou os pejos socialistas, parece também que a cooperação estratégica é para ser aprofundada e melhorada numa estreita sintonia institucional. Em que ficamos, bom e olvidado leitor? Num rodriguinho ou numa algarviada de palavras que somente põe a nú mais uma das fragilidades do PR, se é o garante da unidade de todos os portuguesesm que se arroga representar por dever de ofício e conhecendo os feitios e nível cultural dos gentios nativos ser claro, contundente e sem quaisquer ambíguidades. Obviamente qualidades pouco lusitanas, especialmente nos dias que correm.

Tristemente «à direita», seja lá o que isso seja neste país há quem rejubile com a viragem à direita, incapazes de entender que o mandato de Cavaco será uma longa sessão de códeas de pão, ora atiradas ao Governo ora "bujardas" de oposição. As metas, os compromissos e os resultados esperados uma vez gorados através de formulações gongóricas resultaram em nada, alias como se espera deste Governo e deste PR, no qual não votei e jamais votarei (neste ou noutro leia-se).

Enfim ano novo, velha política...