Hillary e Obama
Aproveitando o mote de PT lanço a seguinte achega, o que tem Hillary e Obama de atraente enquanto candidatos?
Quais as suas posições de fundo sobre o Iraque, nomeadamente à senadora Clinton, cujo congresso em 2002 do qual era membro autorizou as operações no Iraque, e sucessivamente aprovou aumentos de despesa para o contingente americano, a par de mais recentemente aprovar o financiamento adicional das 5 brigadas ora colocadas no Iraque?
Ora a Madame Clinton a par de aprovar resoluções a permitir a alocação dos ditos fundos, arregimenta os democratas para aprovarem resoluções não vinculativas acerca do Iraque, nomeadamente dos malefícios do aumento da intervenção. Concordo contigo PT, é mesmo oportunista, contudo e lamentavelmente não o é somente com as proezas do marido sob o seu nariz, é com tudo. Para mim está visto o género de líder que será o de uma no cravo outra na ferradura, com meias palavras e meias acções, bem ao gosto de alguns líderes de Bruxelas. Qual a sua plataforma?
Ser mulher. Como se lançou na política após ser a primeira dama de um ex presidente cujo mandato foi probo ao disparate pessoal com charutadas para todos os gostos. Como escreve Luciano Amaral no DN de hoje, a elegibilidade é cada vez uma caracteristica mais importante nas democracias modernas, interessa ser mulher, gay, negro, hispânico, chinês ou outra minoria qualquer, pois assim garante-se uma "habilidade especial ao eleitorado", qual animal de circo, faz truques por ser elegível. Enfim mal vai a democracia se os candidatos não representam escolhas claras ao eleitorado.
Vejamos o exemplo do curioso paradigma do engenheiro Socrates, sem embargo de rumores não pertencia a nenhuma classe de elegíveis especiais, no entando apresentou uma plataforma clarissima, sem aumentos de impostos e com mais 150.000 empregos, ingles e internet a jorros. Do proposto ZERO, mas ao menos ficou o interessante exercício de ver que o que o povo quer é a plataforma do engenheiro, a proposta, não a praticada.
Obama é negro. 1-0. Ser negro vale mais que ser mulher, na deturpada escala de valores do politicamente correcto, acima das mulheres vêm os negros como elegíveis. Participante na campanha de John Kerry, aquela que levou o maior cabaz de todos os tempos desde que Nixon foi eleito para o 2º mandato, é nos agora proposto o discurso da esperança nas mãos de Obama, de reajustamento e de mudança das políticas. Uma nova esperança pois o património anterior pouco interessa e é tábua raza. O delírio de Obama é notório e raspada a crosta do marketing pouco sobrará que uma plataforma de meias palavras e verdades.
O ressugirmento dos democratas é de facto espantoso, uma meia causa, uma nova esperança de nadas. Recentes sondagens dão vantagens a Giuliani e a Mccain de dois dígitos sobre os dois portentos democratas, qual será o issue de 2008? Provavelmente o Iraque e não só, nomeadamente o estado da economia cujos índices apresentam boas estimativas de crescimento... Até ver, eu por cá torcerei pelos Republicanos e de preferência por Giuliani, sempre apreciei um tipo que se chega à frente e com coragem para fazer o que for necessário.
