Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

quinta-feira, outubro 19, 2006

Os "Rivoltosos"

O nome não poderia estar melhor colocado, os "rivoltosos" do teatro portuense foram retirados das instalações por intervenção da Camara Municipal e por conta do cansaço. Pois é o protesto não pegou, os media lá deram um esforço, mas parece que a populção não aderiu ao protesto. Será por nunca terem tido o menor interesse em ver um espetáculo de teatro realizado pela sua companhia permanente, seja por se estar farto de pequenos "mullahs" da cultura, que do topo de seu palanque e anafados pelos seus subsídios nos permitem a indulgência de frequentar as suas peças de teatro.

Eu cá por mim agradeço a indulgência, contudo, digo que cultura subsidiada é o típico apanágio de um estado socialista ou pseudo-socialista ou seja lá o que o nosso é, se alguma coisa. Nos últimos 30 anos pequenos tiraninhos culturais têm enriquecido e feito carreira à custa do erário público, esquecendo-se que a cultura também deve ser vocacionada para as pessoas e seus gostos e não para meia dúzia de literatos que apreciam peças de teatro incompreensíveis ou filmes que nem nos regimes da Europa passariam... Ao contrário do que o Vasco Granja diz, pra mim não é "koniek" é Kapput!

Voltando aos Rivoltosos, estes são contra a privatização da gestão do teatro, pois é os ávidos capitalismos apenas vocacionados em entretenimento popular sempre com o vil lucro como finalidade. É um bom argumento, pena que Shakespeare não tenha feito carreira desta fora, nem o Gil Vicente, nem mais centenas de músicos, dramaturgos e demais artistas que "se fizeram" à custa do seu trabalho e mérito das produções. O presente modelo de cultura não faz sentido por diversos motivos, primeiro porque não há dinheiro para tal, segundo pois é encarado pelos "Ayetollahs"culturais como uma carreira e em detrimento de ser vocacionada para as pessoas.

Adiante,o palhacinho vermelho ficará com uma lágrima no canto do olho, os protestos são alegóricos e gozam da protecção das redações jornalisticas, contudo não aquecem o povo pois o mesmo não se revê com este modelo de cultura nem com os seus produtos, desde há muitos anos.

Em Portugal, como sempre quanto maior o espalhafato menor a razão e o interesse dos manifestantes... The usual!