Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

terça-feira, setembro 05, 2006

Setembro Maoista?

Lamentando a falta de tempo, é em Setembro que voltamos ás lides. Ai Setembro, Setembro, mês da reentrée politica, o que per si é um conceito estranho uma vez que profissão que pouco faz e muito come está em férias a nossas expensas todo o ano. Pois é parece que no mÊs de Agosto o exasperante e cansativo trabalho politico vai de ferias e torna em Setembro, supostamente com novas ideias e um novo impeto.

Dá-me música como diria o grande Carlos Paião (será??).

A sempre nova reentre do PCP brindou-nos com o mais belo ajuntamento de solidariedade proletária, na qual durante um fim de semana, artistas, músicos, intelectuais e muita "malta" convive em grande harmonia proletária lá para os lados da quinta da Atalaia, já costumeira festa do avante, na qual todos contribuiem em espécie ou em cash... Desde os tempos que o camarada Mao-Tse-Tung nadou através do rio Amarelo que não se via um secretário geral de um PC tão dinamico, montando andaimes, erigindo estruturas, dando os já costumeiros bitates vermelhos entre o árduo mas gratificante trabalho sob o vermelho preferencialmente. Pois é camarada Jerónimo, desde os tempos de Estaline que a propaganda continua na mesma linha e a encenação foi tão boa como as de sempre, ou seja parola e saloia. Tristemente ou não os comunas nunca chegaram aos calcanhares dos grandes mestres supremos, Mussolini, que curiosamente como o camarada Jerónimo também andou na ceifa e em trabalho braçal, nos campos do sul de Itália (aí a memória é uma coisa chata), ou o supra sumo Hitler que conseguia que colocar as multidões num transe colectivo com encenações que colocariam o Kim il Sung num canto com inveja e fazendo o camarada Estaline passar por um buçal campónio georgiano cujas encenações eram mediocres e de pouca alma... ahh pois o gajo era mesmo de lá...

Adiante, num festival de artistas da melhor escola realista socialista que raiaram de cor a quinta da Atalaia a festa dos povos vermelha la decorreu com a já costumeira melange de rap com orquestras de musica classica (desvios burgueses??), juntando-se os artistas do repertório abrileiro das grandolas e dos zecas afonsos que tocam sempre o mesmo, pensam sempre o mesmo e dizem sempre o mesmo, no local do costume, à hora do costume, no palco do costume, enfim a "festa do costume", enfim...boring, lamentavelmente o santo antonio não ajudou à festa com uma "mijinha" dos ceus para separar os crentes dos que estão lá para a música...

Se a maior força do retrocesso deste pais fez a festa do costume, a segunda força politica do retrocesso tenta rivalizar a linha do PC, com a marcha contra o desemprego, ou seja uma surriada de artistas do chapito e outros palhaços amadores marchando pelas ruas a baixo contra o desemprego, a precariedade, os empresários, o capitalismo etc... Eventos galvanizadores da marcha, jogos de futebol entre empresários e empregados, mochilinhas à tiracola, fotos do Ché, o rol de criticas do costume, a redução do horário de trabalho, o fim à precariedade laboral, etc... Pois o que interessa é todos termos um vínculo férreo com a sempre vil e exploradora entidade patronal por forma a que quando os patrões queiram despedir não possam, enfim não há paciencia para o de sempre.

Voltemos ao âmago do post, a Marcha, desde os tempos imemoriais da Mao e da Grande Marcha que não se via tamanha movimentação, aquela gente de esquerda e pouco criativa, é marchas, festas e palhaços, balões e muito, muito folclore, palavras como demagogia só se aplicam as já costumeiras falanges de direita, não aos orfeus de esquerda cuja grandiloquência do nome espelha sempre uma pobreza de espírito...

Oh Louçã, a marcha é a pé ou nem por isso?

E os palhaços do Chapito fazem os km's todos de andarilhos?

Há testes de doping?As drogas duras valem? E as leves?

Pois é as usual como diz o outro... Marchas, festas e mais não sei o quê, esta gente não cresce?

O louçã pelos vistos não pois ainda anda de mochilinha às costas, o camarada Jerónimo, esse já nasceu velho, pergunto se por vezes não acordará nostalgico à noite pelos tempos da PIDE dos idos corajosos em que lia o avante na casa de banho sem correr o trinco, afinal de contas um homem têm de ter convicções...