Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, maio 29, 2006

Os esquecidos...

Vinha o autor com o animo reforçado depois de um fim de semana profícuo de sol e copos escrever sobre a inauguração de um novo espaço de recreação nocturna que teve a sua inauguração este sabado quando é confontado com um artigo lúgebre, por comparação a outros assuntos como são noite e "mulherame"envergando trajes reduzidos, decotes convidativos e corpos dourados pelo sol...

O referido artigo é assinado pelo Coronel Vitor Santos, veterano de campanhas ultramarinas portuguesas. Começa o mesmo por referir que curiosamente em campanhas militares do século XX em que um pais se viu acometido a uma guerra em diversas frentes o comportamento da Nação Portuguesa e de seus militares foi exemplar ultrapassando largamente o desempenho dos EUA e da Grã-Bretanha. O cometimento PortuguÊs em três frentes, Guiné, Angola e Moçambique foi exemplar se tivermos em conta as reduzidas capacidades logísticas portuguesas, a vastidão dos territorios ultramarinos, o contexto político adverso aos interesses nacionais ou seja os ventos históricos e demais factores que influenciam a condução de operações militares.´

O cometimento humano dos portugueses no período entre 1961-74 foi algo espantoso, não somente pelo seu estoicismo mas também pela sua coragem e vigor. Neste ponto este autor pede desculpa por incluir neste grupo os corajosos lutadores "anti-fascistas" que tomados por um assomo de coragem fugiram a muito custo pessoal para os cafés de paris ou de outros locais para daí encabeçarem a luta contra o regime repressivo, opondo.se ao imperialismo salazarista e caetanista etc e tal...

Continuando e voltando aos comuns mortais, deixando os deuses da luta democratica serenos no seu olimpo em S.BEnto ou noutro lado qualquer, refere o dito Coronel que após tão brilhante serviço e distinta actuação dos militares, deveriam os veteranos esperar igual tratamento da sua Pátria a quem deram anos de vida nas selvas ou no continente africano. África e as suas campanhas estoiraram com os veteranos que lá lutaram é indiscutível, contudo a ingrata Pátria muito lamentavelmente não premeia os veteranos com regalias na velhice, nem com pensões especiais com o seu sofrimento nem homengeia os que morreram ao seu serviço estando diversos talhões em cemitérios públicos votados à degradação dos anos que passam.

Os cortes cegos e irracionais do social governo socialista e de outros ao terminarem com sub-sistemas de saude e equiparando militares veteranos aos comuns funcionários públicos fizeram o resto ou seja, acabaram com as" migalhinhas" que alguns que muito pouco têm tinham. Enfim o portugues não é o melhor mas fica a nota, ou seja que o pouco que tinham lhes foi retirado.

O Coronel Santos compara a protecção social na velhice dos veteranos portugueses com os dos restantes paises, louvando certos exemplos como nos EUA ou em Inglaterra ou mesmo...no ´Quénia quando comparados com a pobreza franciscana de cá da terra.

As pandilhas e camarilhas que sucessivamente governam este país encontram sempre maneira de proteger e dar resposta a autarcas,professores, enfermeiros,médicos e demais amanuenses que são pagos ás custas dos contribuintes e sobre os quais várias linhas escrevemos já aqui (veja-se o "Paizinho") mas infelizmente nunca encontram fundos ou timing para dar resposta a outros que com dignidade, sem greves cegas e que não gozam de nenhum estatuto corporativo de eleiçãop fazem à sua maneira para ganharem algumas amenidades sociais que minorem a difícil e muitas vezes marcante experiência que foi combater em África. Infelizmente vergonha é coisa que não abunda neste país, qualquer inválido da função pública que recorre sucessivamente a baixas ou outros expedientes para perpetuar a sua condição de vencido da vida e vítima de todas e mais algumas medidas governamentais têm o direito de erger a sua bandeirinha idiotica e cretina em prol de reivindicações mesquinhas e idiotica, ao inves os veteranos de guerra desta pais são sucessivamente maltratados e ignorados por governos do pós abril que já cresceram na liberdade e na falta de compromissos...

É este o estado de coisas segundo o veterano corononel SAntos que merece aqui não só o nosso respeito mas também elogioi pelas virtudes castrenses e profissionais, que num aritigo frio e lúcido jamais teve uma palavra de ingratidão pelas causas que lutou e que bem ou mal à data eram lutas da Pátria e causas nacionais. A ingratidão é sim daqueles que são políticos e têm a seu cargo a condução das escolhas de hoje. Infelizmente hoje a mobilização cívica portuguesa só dá para Euros de futebol e outras competições desportivas espúrias e idioticas, jamais se honraram os militares tombados e veteranos das campanhas de Àfrica...

Uma palavra de alento e esperança, o novo PR é o primeiro do pós 25 Abril que cumpriu serviço militar enquanto miliciano e que não sendo militar de carreira serviu no ultramar muito se espera...