O Código de Da Vinci
Como introito lamenta o autor não ter podido o seu contributo a este pequeno repositório de pensamentos quotidianos. Mas enfim, ficam dado o esclarecimento. Saudamos igualmente o regresso do Dr. AOC de terras da Prússia, seja bem vindo Sua Exa...
O tema de hoje, finalmente chega as telas o filme inspirado no livro de Dan Brown, partindo do pressuposto que o filme é uma adaptação fidedigna do livro podemos pronunciarmo-nos do mesmo com igual legitimidade de quem viu o filme. Alias e como ponto prévio lamenta-se como posição de princípio a estreia de filmes que vocacionados para as massas com pretensões de serem inteligentes decidem empanturrar os cinemas de gente mascadora de pipocas e demais alimentos ao mesmo tempo que passam umas opiniões grosseiras sobre os eventos do filme ou seja sobre o Cristianismo e a SAnta Madre Igreja.
Voltando ao livro, leitura de praia, ligeira e de densidade mediana, Dan Brown recorre a artifícios estilo semelhantes a Jeffrey Archer ou ao mais antigo Frederick Forsyght. Grosso modo o estilo de escrita e rápido com constante acção e em que o foco da escrita muda constantemente de personagem, ou seja tão depressa descreve a situação do ponto de vista de A, como, recuando no tempo descreve a mesma situação mas do ponto de vista de B. Archer ou Forsyght são ambos bons escritores, reputados e que escrevem sobre temas interessantes mas polémicos, política, corrupção, guerra, intrigas judiciais etc...
A diferença entre estes e Brown reside precisamente aí, claro que Brown escreve de uma forma pior e com reduzido interesse, mas são os seus temas que fazem vender os livros. A tese vendida no "Código" é estúpida, destituida de fundamento científico e prolifera somente por conta de gente ignorante e cretina que investida de um neo-paganismo militante que renega não apenas a sua própria matriz histórica e cultural mas também os próprios valores que constituem o cimento social que une uma Europa cada vez mais descrente em si própria. Enfim claro que não podemos passar um juizo em massa a todos os que iram ver o filme, até porque boa parte certamente o verá com genuína curiosidade e espírito crítico. De lamentar é contudo uma certa sacralização de livros e de teses fáceis ou simplesmente "catchy", isto é que fiquem na cabeça das pessoas que cada vez menos prioritarizam as coisas colocando tudo num mesmo plano óu seja valores Cristãos que confundem com Igreja Católica etc...
Como apreciador de leitura faz-me pena ver livros como os publicados por Dan Brown chegar ao top de vendas porque denotam somente que a porcaria, a mentira e o engodo histórico são uma coisa que rende. Tomar como sério o livro de Brown é quase insultuoso, alias e como foi acima dito, de entre os pobres de espírito ou os que ignoram por completo que certos valores europeus vividos e entendidos desta maneira são cristãos.
Provavelmente depois do primeiro impacto levantar-se-á um rol de críticas ao filme, boa parte serão sinceras outras serão por solícita e já costumeira beatitude de trazer por casa. Obviamente que os do costume, na sua campanha contra o Cristianismo em prol de outras religões terrenas mais mundanas e totalitárias teram o filme por bom e de mensagem verdadeira.
Recomendações breves somente ao futuro visionador, em primeiro lugar é só entretenimento e em segundo o livro era uma merda portanto o mesmo se espera do filme, quando o for ver tratarei de fazer um post a esse respeito. Finalmente sobre sociedades secretas, não devemos nunca confundir estas, o seu credo ou mensagem com a mensagem que por canais próprios nos é veiculado tal como de sobremaneira não devemos nunca esquecer o eixo axiológico do Cristinanismo.
