Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, março 17, 2006

Crónica de uma morte anunciada

Hoje tive o prazer de estar num colóquio com o Dr. Manuel Monteiro.

Se bem se recordam, o agora presidente da Nova Democracia, foi durante largos anos, presidente do então Partido Popular (onde foi deputado ao parlamento europeu), invenção que ele próprio criou, e de que foi vítima.

Após as longas horas de debate relacionado com o Estado-Nação e em que medida um pode ser a perdição do outro (tema interessante mas sem a aquidade pratica de outras discussões), entramos na fase de perguntas aos convidados entre os quais o dito.

Tive o prazer de endereçar 2 perguntas ao referido ex-presidente.

1- Qual a sua posição relativamente à Europa, nomeadamente, e sabendo de antemão que o Dr. não aprova uma federalização da mesma? O que fazer perante os desejos federalistas dos países suporte - França e Alemanha?

2- O que pensa da impossibilidade prática do cidadão comum, informado e opinativo, não conseguir enveredar numa carreira política, por si só, sem ter de respeitar a opinião comum do Partido onde se insira?

Esperando uma larga dissertação sobre ambas as matérias, as respostas foram simples e concisas.

1- Não esta. Não à Europa Federal. Não à alienação inopinada do poder soberano dos Estados. Respeito por diferentes visões da Europa. Possibilidades de vários blocos de integração.

2- O poder paga o poder. Na Europa, em Portugal, e sobretudo no país real.

Vindo de quem vem, nomeadamente de quem conhece o sistema por dentro, ambas as respostas me parecem sintomáticas, e explicam o porquê do referido Sr. não estar em nenhuma força política relevante, nem venha, num espaço de tempo razoável, a ter qualquer relevância política.

No entanto deixo duas questões:

1- Quem, neste Portugal Democrático, tem coragem para dizer sim à Europa, mas não a qualquer Europa?

2- Quem, neste Portugal Democrático, tem a hombridade de não se queixar do que o "sistema" lhe fez, e continua a lutar, sabendo à partida que todo o lugar é pago, que o poder paga para lá se manter, e que este poder não ter ideologia nem valores, pelo que não é complacente?

Ao Dr. Manuel Monteiro, o meu agradecimento, pois sabendo que o caminho quase impossível (como o próprio afirmou na Sic Notícias, só luta até 2009-Europeias), continua a demonstrar que tem uma ideia, uma estratégia, e uma visão, para a Nação e Estado que é Portugal.

Pena é que Portugal continue a rejeitar as pessoas com visão e aceite uma miragem de políticos...

(Continua)

1 badaradas:

Anonymous Anónimo said...

Paz à sua alma, graças a Deus!

12:04 p.m.

 

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