O contorcionista torcionista
Sem querer entrar na esteira do politicamente correcto e dos comentadeiros do politicamente correcto o que há muito se previa materializou-se. O torcionista passou a contorcionista.
Primeiro o torcionista, referimo-nos ao benquisto Governo da Nação, depois de diversos anos de exortações aos sacrifícios, ao rigor e à exigência somos banqueteados no dia de Natal e em conselho de ministros especial por declarações de encorajamento. Os sacrifícios fizeram sentido e ainda para mais muito em breve como escreve Coelho na sua coluna de banalidades os portugueses iram sentir a recompensa dos esforços. Começemos pelo estilo, as mensagens, de Natal neste caso mas também de ano novo são caquéticas e exercícios tristes com os quais o poder político nos decide presentear. As do primeiro ministro roçam a imbecilidade, a julgar pelo seu conteúdo e forma como se tratam os governados, ou seja com inverdade, paternalismo e pior ainda com miríficas e grandiloquentes proclamações. O pais vai muito bem e recomenda-se com muitos sucessos e um governo com determinação e com sucessos internacionais.
Em suma uma mão cheia de nada! Ou pior areia para os olhos. O tom esse sempre o mesmo ou seja de que os destinatários da mensagem são seres amorfos, acríticos e imbecis que não são capazes de arquear na tola dois pensamentos e fazer uma ligação à terra da verve do 1ºMinistro (pelo menos nem todoso são!).
A mensagem de Ano Novo do PR é ainda mais aborrecida porque é sempre mais complexa por uma pleiade de motivos, de entre as quais destacamos o facto de em bom rigor ningém saber muito bem a finalidade do cargo, dependendo esta de juízos interpretativos individuais de cada ocupante do cargo... Continuando contudo, a mensagem do PR é sempre precedida e sucedida pelo Hino Nacional visando criar o clima para um grande momento de união patriótica e comunhão nacional ao som da Portuguesa. Depois portanto de um primeiro alarde sucede-se a mensagem, esquiva, obscura e sempre dada a interpretações diversas, todas elas verdadeiras, todas elas falsas pois o PR é o comunicador nato das meias verdades e das frases redondas para gaúdio da audiência.
Mitologicamente será um misto entre Hera (lol! um prémio a quem entender esta) e o oráculo de Delfos no qual as eram traçadas premonições em profecias no antigo mundo grego em termos tão pouco claros que mais do que a premonição interessava quem a interpretava ou escolhia interpretar. Lamentavelmente temas que verdadeiramente interessam como a situação de agravamento fiscal e empobrecimento consequente do luso gentio são trocadas por frases redondas sobre a exigência na educação, assim como um triste e popularucho apelo, enfiado à martelada sobre vencimentos dos gestores privados, sector no qual (SEP)o Estado poucas vezes é exemplo para alguem e cuja gestão raras vezes se compadece de critérios de racionalidade como o demonstra o facto de irmos para a 3ª administração da CGD em menos de 4 anos ou pior o regabofe das Estradas de Portugal e do fartar de vilanagem com a sua frota automóvel e afins...
Mas enfim, em belem os males do mundo são os salários dos gestores privados e os bens do mundo o risível tratado de Lisboa.
Em 2008 como antecipamos no OE o torcionista dos portugueses está para ficar, impostos na mesma, menor competitividade, mais encómios e restrições à liberdade individual enfim mais do mesmo por mais caro!! Os sucessos de S.Bento são um deficit de 3% pago ou sustentado pelo agravamento fiscal e umas esmolas de complemento social cuja prova é diabólica e os benefícios dúbios. A par a subsidiodependência continua com franjas "socialmente desfavorecidas" a viveram da malga do OE em vez de procurarem sustento individual, que alias é mal visto pois pode ter-se o mesmo ou mais sem trabalhar.
Contudo o homem "determinado", "intransigente", "de acção" passa a mais um banal governante ou pior mesmo caí a máscara e o Sócrates cozinhado e fabricado pelas agências de comunicação caí, fruto da sua intransigência e falta de habilidade em lidar com dossiers mais melindrosos.
(i) CambalhOTA - de um desígnio nacional e hipótese sem dúvidas passa-se a flik flak à antiga com mário lino no papel de mister bonzo ou sideshow bob. É incrível que o Mr. Jamé não tenha um pingo de vergonha e se demita pois não têm qualquer credibilidade ou peso político em face do auto-infligido suicídio político. O PM também deveria reconsiderar muitas coisas inclusivamente o seu estilo truculento de ser «forte com os fracos e fraco com os fortes» citando PSLopes.
(ii) referendo europeu, de promessa expressamente apoiada e aprovada na AR, compromisso eleitoral, passa a empurrar com a barriga tendo por base meia dúzia de razões que são pouco verdadeiras. Mais uma vez a opção foi a de tratar os governados como pouco inteligentes e desinteressados, que o sendo merecem sempre mais por serem contribuintes e pagantes do status quo!
(iii) saldo dos 150.000 empregos, presentemente a cifra vai em -19.000! ou seja já só faltam criar 169.000 empregos
(iv) e já agora o PRACE, que é feito, não mereceu uma menção elogiosa no discurso de José no Pais das Maravilhas...
And so on....
Bom ano de 2008

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6:29 p.m.