Antecipando a borrasca
Antecipando a crispada tempestade de comentários que sucederam às declarações do embaixador americano em Portugal sobre as parcerias estratégicas da Galp com a Gazprom e a empresa nacional de petroleos da Venuzuela é nosso interesse tecer considerações que se querem breves.
[ler aqui http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=305828]
O que o embaixador americano disse acerca dos parceiros de negócio da Galp é inteiramente verdadeiro, além de ser do mais elementar bom senso e julgamos ou esperamos do conhecimento da Administração da Galp. Sem nos perdermos em considerações sobre as melífluas Gazprom e a PDVSA, ambas controladas pelos respectivos Governos, lembramos dois episódios que sucederam recentemente. O primeiro a iniciativa chavista de nacionalizar todas as fontes de petróleo por decreto, em despeito a todos os contratos de concessão entretanto firmados com as petrolíferas internacionais com direitos na Venuzuela. A Gazprom e o Governo russo no ano passado e no pico do inverno por retaliação à actuação do Governo da Ucrânia cortaram o fornecimento de gás natural, assim como a parte da Europa Ocidental. Isto no meio do inclemente inverno.
Ambas as actuações são exemplos do que havia já sido descrito no livro de Alexandre Adler acerca das ameaças para o século XXI ou seja do petróleo e o gás natural serem utilizados como armas políticas ao arrepio das regras ou contratos estabelecidos com esses mesmos países. Alias é com temor que se olha para a Rússia de Putin por conta desta "arma" económica.
Imagino que a admnistração da Galp saiba de ambas as circunstâncias e que conheça e aceite do risco do negócio na expectativa que não obstante a extorcionária postura de ambos os governos o negócio compensa. Assim o exijo alias como accionista (fica para o futuro como declaração de interesses.
Assim o que o Embaixador dos EUA diz é do mais elementar e comum bom senso. Fazer negócios com parceiros voláteis é sempre arriscado, recomendando-se sempre prudência. Não obstante é também do mais elementar bom senso que o "parolame" militante anti-americano vai ressurgir sobre as mesmas declarações brados sempiternos de "yankees imperialistas" entre outros ainda mais imbecis e idiotas que demonstram uma aversão primária anti-americana destituída de qualquer racionalismo apenas por se pronunciarem estas declarações sobre os interesses da Galp.
Será interessante ver as araras vermelhas ou as aves raras na direita a vituperarem os EUA com argumentos de todo o tipo enquanto defendem um multinacional. Tudo em nome claro do já antedito ódio primário americano...
Cheira-me que daremos umas boas gargalhadas ainda a ver o Sr. Louçã ou outros no PS a fazerem o pino e outras coisas para criticar os EUA...
Etiquetas: Chavez, Petróleo;Galp; EUA, Rússia
