Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, novembro 19, 2007

Vamos lá ver se nos entendemos

Caros,

Li esta notícia http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1311099&idCanal=62 e resolvi escrever um post, nomeadamente por causa dos inúmeros posts por essa blogosfera afora relativamente à mente "fechada" e "vexatória" dos juízes do Tribunal da Relação de Lisboa.

Gostava de deixar bem claro a minha posição. Estou a favor desta decisão! Não propriamente por achar que não deve haver cozinheiros portadores do VIH Sida, mas antes porque não deve haver a ideia, no meu entendimento, de que todas as profissões são passíveis de serem praticadas por todas as pessoas, por igual.

O igualitarismo com que a sociedade politicamente correcta olha para os seus membros, faz com que tudo pareça igual, tudo seja equilibrado, tudo seja pesado e repesado. Ora este igualitarismo não contempla o simples facto de que um portador do VIH Sida não poder ser igual a um Tubercoloso que por sua vez não é igual a uma pessoa saudável (o que quer que isso seja).

Alguem dos queridos e amáveis amigos que nos lê, pensa antes de ir jantar se o cozinheiro que nos prepara a refeição está doente? Ou se padece de alguma doença grave?

Provavelmente diria que não pensava, antes deste acordão. Mas não pensava porque depreendia. Depreendia que, alguém que não esteja em perfeitas condições de saúde pode ser um risco para os seus colegas de trabalho, ou para os clientes do restaurante e consequentemente não vai trabalhar.

Diferentemente, no presente caso, o cozinheiro portador do VIH Sida sabe que pode tomar todas as precauções possíveis, mas existe sempre, um risco (por mais pequeno que seja) de infectar alguém.

Como explicar a esse alguém, que o restaurante tem um cozinheiro portador de VIH Sida que por um azar dos távoras, o infectou? De quem seria a responsabilidade?

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