Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

terça-feira, novembro 06, 2007

Breves notas sobre o debate do OE 2008

Lamentando o longo afastamento das lides blogisticas, gostaria apenas de fazer umas brevissimas notas acerca do debate do OE de 2008.

O tão esperado embate Santana Socrates redundou numa troca amargurada e cinzenta entre dois membros do centrão. Lamentavelmente para o Pais Sócrates demonstra toda a sua garra, depois de repetidamente ter dito que não voltaria a falar do passado, em 2005, em 2007 volta à carga com o breve consulado de Santana. É triste, é triste porque desvirtua os meritos de todo e qualquer debate uma vez que redunda na velha lenga lenga do quem foi que fez primeiro e quem veio depois, tudo claro a expensas do contribuinte. Mérito relativo a Santana, que nem velho Leao lá rebateu a verve socrática bafenta dos tempos de oposição, que aceita com resignação o veredicto popular de 2005. Aquele que legitimou Sócrates em todo o seu esplendor, e suas promessas.

A velha lenga lenga portanto produziu pouco além de um debate azedo e descortes no qual Socrates dá nas vistas pela sua parolice bacoca revertida de léxicos modernos e face lifts de alta tecnologia. Na verdade o que esconde por debaixo é fácil de ver, um meio caminho entre lado algum e algum lado, sem modelo de governação, sem impeto reformista e pior ainda sem a menor ideia das funções do estado. Além disso o debate recai nos useiros e vezeiros dados estatísticos com percentis para todos os gostos. Aqui acompanho Paulo Portas há um indicador que salta à vista, o do peso das receitas fiscais na despesa (julgo) ou seja aquele que indica quanto do que o estado gasta vem dos contribuintes. Ou seja aquele que ininterruptamente não parou de aumentar...

Nota para os três pontinhos de Santana, o do IVA, das portagens nas SCUTs e o da Segurança Social, não vale a pena bater à volta do arbusto (do ingles literal), com investimentos e deduções de tostõeszinhos etc...

Nota final para a indelicadeza, arrogancia e azedume de Socrates no seu discurso denotando os efeitos nefastos do poder que intoxica demasiadamente. Tiques demasiados para tão banal estadista. Ficam estas brevíssimas palavras, mais o tempo nao permite.

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