Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

segunda-feira, julho 16, 2007

Refundação

Afastado das escrivaninhas à muito, penso que chegou a altura de quebrar novamente o silêncio para analisar o estado do país. Bem sei que é um objectivo ambicioso, mas prometo que a síntese move aquele que a pena detém.

Alguns perguntarão porquê agora.

Penso que depois de uma eleição onde 65% não elegeram nenhum candidato para a câmara municipal da capital do país, todos deveriamos esconder a cara (alguns mais do que outros, é certo) e não andar a festejar em "trios eléctricos" com pessoal de Cabeceiras de Baixo que, quasi raptados, apareceram com bandeirinhas brancas a dizer PS.

Um Estado que tem, já não tiques autoritários, mas autênticos espamos do mesmo, onde os "bufos" andam a cada esquina, onde se viola a constituição nos direitos de liberdade de expressão, associação e de imprensa. Onde a Administração Pública não é competente nem incompetente... é do PS. É isso que define as pessoas que servem a causa pública. "Ou estás comigo ou estás contra mim".

No fundo, JS pensa que é o novo César de casaco Armani. Sempre Armani. Porque um governante que "rapta" pessoas para virem abanar bandeiras tem de parecer apresentável, de jeans e casaco Armani.

Política não é isto e 65% da pessoas de Lisboa, já não dão para o peditório. Nem para este do PS e muito menos para o da "suposta" Direita, que mais não é que uma amalgama de pessoas "engajadas" com os interesses instalados que também estão com o PS.

A "direita" reduzida a 30% nas eleições de Lisboa é a prova que não há ideias, não há programa, não há pessoas. Enfim, à uns "pequenotes" que saltam e inventam formas de continuar à tona, mas que, toda a gente sabe, tem data e hora marcada para desaparecer.

A pergunta que vale dinheiro não é se vai desaparecer, mas por quem vai ser trocado. Por outro engajado igual? O resultado será inexoravelmente igual.

Quando se fala em refundação da "Direita", não se deveria falar de pessoas mas de ideias e programas. São estas que trazem as pessoas a votar, são estas que trazem debate e participação na vida pública.

É urgente fazê-la... a bem. Se tal não acontecer, a bem ou a mal, ela acontecerá, nem que sejam com pebliscitos com a participação de 30% a dar resultados de 60% para JS.

Para mais pessoas, diferente pessoas a dizer o mesmo, já basta o que temos.

Para isso, fico-me pela abstenção!