A lei da rolha!
Parece que como sempre o tema do aborto agita as aguas turvas do lodaçal político nacional. Lamentavelmente quanto mais se agita mais turvas parecem. A minha opinião acerca da questão da descriminalização do "aborto (IVG)" será dada em devido tempo.
Vamos contudo ao lodaçal e a este tema que há anos nos arrelia a paciência de forma erosiva a ponto de quase não podermos mais ouvir falar acerca da mesma. O Eng. Socrates fará campanha pelo sim, tal como a sua bela concubina com a qual não fala em cerimónias públicas. Coisa educada, será este o conceito de uma união de facto socialista? Não sei nem me interessa, fica para as leitoras que certamente apreciam mais estes folhetins pronunciarem-se a este respeito, sem prejuízo de o "cavalheiro" Sócrates falará por si.
Aproveitando a toada do homem do choque tecnológico, é de bom grado que vemos o Engº voltar ás suas indumetárias pré-governo, o polo por debaixo do blazer, as cores carregadas e escuras, os cenários "vermelhos" com rosas e palavras de ordem fortes por trás, o eloquente "camaradas", a bajulação ainda mais descarada aos méritos do governo (algo completamente novo) e a "paixoneta" de conveniência pelas causas sociais.
Três pontos:
i) a indumentária, por vezes é o espelho da alma. Um homem que muda de indumentária consoante os propósitos, ou de discurso consoante o auditório é um homem com diversas caras e adaptabilidade extrema. O discurso raivoso e aleivado de "camaradas" juntamente com uma indumentária mais "socialista"merece somente o comentário que o socialismod e armani não passa de um melting pot de diversos estilos, personificando ao mesmo tempo estilo algum. Ou seja que o "camaleão não têm cores".
ii)a veneração "camarádica", nada mais serve que o propósito de falar para o partido, as bases e o PS "profundo", o gajo que inventou esta expressão devia ser fuzilado, é um sucedâneo de nadas trsite pois como o pais é pequeno as mentes ainda mais e os directos televisivos abundantes um dia farta-se tudo da dicotomia useira e vezeira. O "camarada" Sócrates é polivalente, pois quando não anda em programinhas com os amigos do partido, anda de mãos dadas com o Bill Gates,o MIT, Banca e o grande capital.
Já imagino o diálogo:
« oh Camarada Bill venha de lá esse software pras escolinhas...»
Enfim uma pantonímia coisa nenhuma, entre camaradas e palmadas nas costas da Banca e outros a pergunta é :
Quem és tu José, quantas caras tens?
iii)A "paixoneta" pelas causas sociais faz parte da técnica de gestão de imagem do governo, a asneira, sempre tão humana é mascarada sob um manto de modernidade, de novo homem, de tecnologias e progressismo, acompanhadas por em momentos de necessidade pelo choque social. A ideia nem é nova é do "Camarada" Zapatero, casamentos para homos, adopções, aborto mais direitos para uniões de facto, enfim um progressismo que destoa do Portugal "conservador"(mais uma imagem falsa e martelada) do interior que deve ser gerido à moda da I República, por uma gentalha cujo fascínio do Bairro Alto ao "mundo sofisticado" de Lisboa deve inculcar e elevar as restantes massas, compreendidas entre as Amoreiras, o Marques de Pombal, o largo do Rato e o Saldanha. O velho progressimo jacobino e idiótico que aposta na má burocracia para nos vender a sua cartilha de pacote, as suas leituras filosóficas, os seus charros e drogas leves.
Enfim a modernidade de lisboa é buçal e é típico que uma minoria que se julga encontrar iluminada pelo seu culto hedonista intelectual, junto com uma impunidade e um mister específico se julge acima de tudo e de todos, da lei e da cultura, do bom senso e das pessoas. Senhores do Rato, herois da rotunda, são duas faces da mesma moeda separadas por 100 anos de uma classe política corrupta, sem causas nem convições a não ser os seus balofos pensamentos que não toleram contraditório.
Os bafentos convencimentos de Lisboa, num pais presunçoso e ignorante, mas muito acrítico e cinzento, senão pois vejamos, a inteligenzia portuguesa, da madmoiselle Cancio, do Socrates do interior rendido a anos de capital, tal qual o bucólico Artur em " A capital", o sofisticado Engº Coelho, manipulador dos cordelinhos, os que nasceram para a política em '74 e todos aqueles que guardam rancores diversos e que os alimentam numa vida de funcionalismo público e intriga contra o Director, o Chefe ou outros. E ainda todas aquelas aves raraas que pululam pelo Rato, a Lapa ou o Caldas convencidos que um estado de coisas durará sempre...
Daí pois a lei da rolha no governo, um monismo social acrítico, todos pelo sim ou não respondem por medo, por tacho por fraqueza, o Sim ao chefe ou a falta de opinião como o demonstrou o Público em questionário aos ministros. Curiosamente saiba o bom leitor que ministros houve que se pronunciaram pelo SIM os restantes não responderam ao inquérito...
Lamenta o autor destas linhas perder por vezes o norte nas linhas e não ser mais acutilante no ponto que visa demonstrar, lateralizando o texto sem necessidade... Enfim voltaremos muito em breve a estes e outros assuntos
