PIN Society
Vejamos. Eu tenho dois telemóveis (antes que me massacrem, um é de rede portuguesa, outro de rede espanhola), logo tenho de decorar dois números diferentes. Continuo sem perceber por que raio é que os telemóveis têm PIN se passaml igados a maior parte do tempo em que podem ser acedidos por terceiros (exemplos: trabalho e casa antes de ir dormir).
Azar dos azares, também tenho três contas bancárias abertas em Portugal e uma aqui em Espanha. Resultado, mais dois códigos de cartões em Portugal (a terceira conta...não conta) e um (da caderneta) aqui deste lado da península.
Não é de admirar que já tenha tido em momentos diferentes dois cartões com o mesmo PIN. Qual é a probabilidade de issoa acontecer?
Tenho também um cartão de crédito só para compras na Internet e, naturalmente, para o usar tenho de saber os 16 dígitos correspondentes de cor e salteado mais o denominado código de segurança de três dígitos. Este, mais não é que um PIN travestido de outro nome.
Felizmente, tanto no escritório como no prédio de casa não há - ao contrário de muitos sítos em Lisboa - a necessidade de inserir qualquer código secreto para poder entrar.
Sumariando tenho de decorar 6 códigos de três ou quatro dígitos só para levar uma vidinha descansada.
Assim, parece-me que não precisaremos de fazer exercícios de Sudoku para manter o cérebro ocupado, basta ir mudando de cartões multibanco ou de crédito todos os anos ou de dois em dois anos. Isto para não falar nas passwords de computador, mail, segunda conta de mail, blog, acesso à internet, terceira conta de mail, etc.
