Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

sexta-feira, julho 28, 2006

«O Que la vai la vêm?»

Em primeiro lugar menção ao título, outro poderia ser igualmente feliz, pese muito embora ser um um plágio claríssimo de um sobejamente conhecido livro de JPP, «o nome e a coisa!»

Sendo hoje promulgada a lei da memória histórica em Espanha merece esta alguns comentários que peque serem na esteira de outros já aqui publicados servem de aditamentos a anteriores notas.

Notas soltas sobre o projecto, a Lei de Memória Histórica visa a concordia e reconciliação nacional, estabelecendo a este respeito a várias faculdades:
i)obtenção de indemnização moral por danos ou situações ocorridas durante a Guerra Civil
ii)regulamentação do uso do vale dos caidos
iii)instauração de uma lista de símbolos proibidos e que devem ser retirados dos edifícios públicos, sendo o mesmo extensível a ruas e avenidas e outros marcos públicos.

Bem do Governo Zapata(ZP) a única coisa que se espera é uma derrota estrondosa nas urnas contudo a cruzada imbecílica de destruição da Espanha continua, em relação a fenómenos como Guerras Civis e suas consequÊncias humanas devem os povos responder com estudo, civilização educação e resignação. As coisas não foram bonitas mas os que representavam determinado espectro ganharam e outros perderam, a história espanhola deste período bem como do Franquismo enfermará sempre desta distorção, ou se gosta ou não se gosta, ou se está de um lado da linha ou do outro.

A vitória retumbante do Franquismo em termos militares e nos posteriores anos, incluisive a recuperação económica são factos que devem ser aceites, a lei da memória histórica nega a história, a natureza humana e o próprio bom senso dos povos.

Limpar ou passar uma esponja é indigno para a história de um povo, a história não é somente feita de conquistas e vitórias, de feitos de armas, mas também de seus momentos menos bonitos, de lutas e mortos, de ódios e de erupção interna... ZP e seus sicofantas pretendem contudo legislar sobre a história e os costumes, sobre o que aconteceu há cinquenta ou mais anos, sobre os mortos que cairam e sobre o que aconteceu.

Em qualquer guerra civil são feitos acertos de contas entre um povo, entre nobres e plebeus, entre girondinos e jacobinos, entre esquerda e direita, ou seja lá o que for, é como foi dito uma coisa feia mas assim foi e não podes fazer nada como diria o outro... Promover a concórdia e reconciliação passa não por desenterrar os mortos, os vencidos ou outros símbolos mas por estudar a história e entender como as coisas descambaram naquele momento por forma a que de futuro as coisas não se repitam, Espanha teve diversas guerras civis, fosse no seculo XVIII (1705) fosse no século XIX, fosse no século XX, importante seria pois compreender estas e suas causas, não tentar adjudicar reparações morais de secretaria ou de decreto.

Senão vejamos, a lei têm a perversidade de dizer que os que viveram e prosperaram no periodo p´so 1939 são beneficiários, se não parte activa na sociedade repressiva franquista etc e tal, em vez de instlilar concordia lançara a todos os deserdados e descamisados uma desculpa para culparem a sociedade pelos seus males e desgraças, à maneira de 1974 por cá. Tristemente na mentalidade esquerdista há sempre um repressor e um reprimido, um rico e um pobre, etecetera, essa gente enferma desta mentalidade ao ver o que quer que seja, um preconceito , um recalcamento, quereis mais, pois a isso vamos então...

Igualmente proibe a lei o uso de simbolos conotados com Franco, seu regime, ou de comemorações em locais públicos da sua morte a 20 de novembro de 1975. É asim mesmo que se capitaliza a estupidez, contra meia duzia de saudosistas, não se entende como dentro da DEmocracia espanhola não há local para todos, somente para os injustiçados e os oprimidos, os que buscam um ágio moral que julgam a sociedade não lhes quer dar...

Errado pois ZP e outros têm é um sincero mau perder, porque perderam a Guerra, porque o povo essa grande coisa que pariu um rato nunca se levantou contra o Franquismo, porque as coisas não lhes correram de feição durante anos e porque a memória histórica lhes deve ser favorável e passar uma esponja pelo que sucedeu antes e durante a Guerra Civil e o período subsequente no qual bem ou mal pagaram pelos seus erros. Parece duro, tudo bem admito, especialmente porque a esquerda perdeu e a direita venceu tudo bem, contudo não é despiciendo de sabedoria que o povo diz : «O que lá vai, la vai...»

ZP pretende ressuscitar a coisa e trazer a justa reparação por decreto, não é por acaso que esta deve ser feita pelos povos individual ou colectivamente, não por um governo que embora sob a legitimidade do número não goza de poderes sobre os tempos e sobre eventos passados. Sacudir a lata de coca cola nunca trouxe bons resultados, pelo contrário...
A proibição de símbolos é absurda, porque aqueles que ora já foram símbolos legítimos, porque não exortar o Salazar ou o Franco, o Buda ou o Lenine, ou seja lá quem for que as façam, eu por cá passo ao lado disso, os limites de democracia são uma conversa para outro dia, contudo votar a história ao sabor das conveniencias políticas ou de efemeras maiorias é algo demasiadamente ignorante até porque ignora uma coisa fundamenteal numa sociedade ou cultura, a perenidade de valores, a continuação e a subsistência da cultura e da história, já era tempo de saberem...

Se alguem leu ate agr parabens tem mais paciencia q eu julgo.