País Rico!
Quando se pensa que se viu tudo eis que...surge algo completamente novo!
Segundo o Jornal o Público de hoje o ministério da justiça prepara-se para alterar o presente processo de construcção da cidade da justiça em Oeiras, substituindo a presente localização do mesmo por uma expansão às presentes localizações da PJ e por meio de aquisição de terrenos em Lisboa junto da Faculdade de Veterinária.
Garantem fontes ministeriais que o projecto é o mais económico cifrando-se a nova variação da mencionada cidade em 35 a 40 milhões de Euros. A isto acrescem claro os custos de 15 milhões de euros devidos à Teixeira Duarte pelo incumprimento do contrato de empreitada contratado pelo mesmo Estado para as construções em Oeiras.
35+15=50 Milhões, ao que acrescem os custos de novos projectos, pagamento de incumprimentos vários em Oeiras etc... Tudo por conta de ser este o melhor proojecto para a Cidade Judiciária. Obviamente que confrontado o referido ministério com o impacto da alteração a resposta é obvia, a responsabilidade é dos anteriores Governos dos partidos da oposição.
Que o Costa da Justiça não acerta uma já todos sabemos contudo lembramos a quem de Direito que os compromissos foram firmados não pelo PSD ou pelo CDS mas sim pelo Estado Português, sim esse mesmo... Ao contrário do que o Costa pensa o Estado não é apropriação exclusiva dos partidos que qual parasitas sugam os seus recursos e a pouca credibilidade que este cada vez merece. Tristemente muitos dirigentes se esquecem de algo sério que se chama sentido de Estado e responsabilidade, o compromisso não foi assumido por ministros ou Governos em nome próprio mas sim pelo Estado logo o mesmo deveria ser pessoa de bem e séria, sendo cumpridor em relação aos compromissos por este assumidos a dada altura.
Infelizmente a gente é pouco séria e os palhaços que pagam a festa andam sempre pouco atentos, afinal são somente uns milhões que se poupam. Não conhecendo os detalhes técnicos da alteração do projecto resta contudo salientar o princípio da coisa, que não os compromissos neste país não são para cumprir, os contratos letra morta e a lei de interpretação selectiva...
Não é somente o Costa, o Zé, o Pedro, o Zé Manel ou o António que são assim, o grave é ser esta uma atitude endémica de um país cada vez mais africano. Chegaremos ao zénite de mais um costumeiro faralho, a Teixeira Duarte, ser-lhe-á misteriosamente não paga a indemnização justamente devida em troca de uma qualquer obra pública precedida de concurso? Será a esta adjudicada a obra da nova cidade judiciária, precedida de concurso público, depois de cobrar a indemnização ou alternativamente será a indememnização discutida anos a fio em tribunal, dando o Estado o bom exemplo que cada vez mais se lhe reputa? Virá um qualquer Governo futuro a celebrar um acordo de transacção?
Qualquer das alternativas será no minimo desastrosa, politicamente incompetente e o exemplo que passa para a sociedade é nefasto e pouco sério, contribuindo mais um pouco para a erosão dos valores cívicos e morais que devem pontuar uma sociedade que se têm por séria!
Terminando o que distingue as civilizações mais avançadas das bárbaras e retrógadas é uma linha constante de padrões e comportamentos civilizacionais. A esta linha voltaremos, para já antecipamos o vocábulo do dia... Perenidade.
