Espaço de crítica tendencialmente destrutiva

terça-feira, abril 04, 2006

That's a point!

Ontem em programa televisivo o Sr. Ministro das Finanças com o seu estilo do costume, encontrava-se em longa predica auto elogiativa acerca dos méritos do governo no combate ao deficit quando , chegados que somos ao âmago da sua argumentação o referido, brinda-nos com comentário do género, este ano o combate ao deficit foi um sucesso já que este foi orçado em 6% e o seu valor real são 6% de acordo com as previsões iniciais. Continuando e terminando a sua saloia homilia salutava o Ministro que o Governo não tinha recorrido a medidas extraordinárias como os anteriores governos.

Decompondo o o júbilo governamental este deve-se pois ao facto do deficit orçado ser o verificado e também não se recorrer a receitas extraordinárias.

Oh triste fado!!

Por partes, orçar um deficit e corresponder este ao final do ano é algo estranho? Penso que não daí ser o orçamento uma previsão que se espera correcta, parece que o número redondinho (6%) do ministro bateu certo, bem isso é o normal em qualquer pais civilizado europeu, não vejo motivos de regozijo por aí além, ainda me lembro dos zelotas dos tempos Ferreira Leite em que o deficit orçava em 3,8% e se cifrava no mesmo montante nunca tendo visto a mesma vir a terreiro gabar-se a ela própria, mas enfim isso foi nos tempos do pluralismo dos media.

Agora sim à piece de resistence as receitas extraordinárias, bem lá isso é verdade o Governo não recorreu a isso ao contrario dos anteriores, fez pior, aumentou o IVA em 2%, aumentou o escalão máximo do IRS em 2%, aumentou o Imposto sobre produtos Petrolíferos desalmadamente,aumentou o Imposto Automóvel, instilou nas relações entre particulares serviços tributários uma mentalidade de terror sendo os mesmos multados por tudo e por nada sem apelo nem agravo.

Obviamente para o Camarada Ministro aumentar excessivamente os impostos nada têm de extraordinário, certamente será ordinário num estado socializante no qual os cidadãos com rendimentos existem pro Estado andar apertar os mesmos até aos ossos. De facto nada de extraordinário há aí nos Governos socialistas, é o já costumeiro business as usual, o facto de servirem os impostos para alimentar os já costumeiros desperdícios e tribo de parasitas de sempre nada têm de extraodinário, os autarcas e os FP's a mais (FP's- Funcionários públicos leia-se), as SCUT's e os demais vícios do Estado social português...

Termino com uma pergunta é preferível vender créditos de duvidosa e difícil cobrança, fazer jogos contabilisticos com fundos de pensões que em nada resultam num prejuízo directo para os cidadãos ou agravar a já ditadura do fisco sobre o consumo e rendimentos que nos vai ao bolso, termino com um xiste fácil e de natureza sexual,

oh Sr. Ministro deixe de ser mais ordinário e tire as mãos dos meus bolsos por favor...

Disse